Deputado de MT detona soltura de Oruam: “Desmoraliza a Justiça do Brasil” – veja

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O deputado federal Coronel Assis (União Brasil), ex-comandante da PM de Mato Grosso, reagiu à soltura do rapper Oruam, determinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik,  do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última sexta-feira (26), atendendo pedido da defesa. Para o parlamentar, a decisão desmoraliza a Justiça e enfraquece o Estado diante do crime organizado.

Reprodução

“O Brasil mais uma vez assiste à desmoralização da Justiça e o enfraquecimento do Estado diante do crime organizado. A decisão que soltou o rapper Oruan, filho do Marcinho VP, que é dos líderes de uma das principais facções que atuam no Rio de Janeiro, é uma verdadeira afronta aos esforços das nossas forças de segurança. Esse tal rapper, que foi preso por acusação de tráfico de drogas e tentativa de homicídio, foi, com certeza, conduzido com todas as garantias legais e restritas em nosso país”, disse Coronel Assis, em vídeo postado nas redes sociais.

Segundo o parlamentar, Oruam não representa a arte, a música ou  cultura. Neste sentido, afirma que o rapper promove desordem social e a idolatria a   criminalidade cada vez mais crescente em nosso país.  

“É essa contracultura que destrói os valores da nossa família, corrompe os sonhos da nossa juventude e que alimenta as facções criminosas com dinheiro, com armas e com novos soldados para as suas atividades públicas. Quando figuras públicas comprovadamente ligadas ao crime organizado são beneficiadas por decisões controversas, quem paga o preço é o cidadão de bem. Essa decisão desmoraliza o Estado, reforçando a ideia de que a Justiça sempre está em mãos atadas, enquanto os criminosos estão aí, ó, se reforçando a cada dia expandindo os seus domínios e os territórios do crime”, completou.

Coronel Assis ainda afirma que o Brasil está passando por processo de mexicanização. Neste caso, faz  referência ao país da América do Norte dominado pelos carteis do narcotráfico.

“Esse tipo de decisão só vai contribuir para o próximo passo da violência criminal, que é a mexicanização dessa mesma violência aqui em nosso país, onde as facções criminosas ganham força não só nos seus territórios ocupados, mas também dominam corações e mentes da nossa juventude brasileira. O crime não é cultura, a cultura não é crime e o crime também não é arte”, concluiu.  

 Prisão

O rapper Oruam, de 25 anos, vive o auge de uma série de polêmicas envolvendo seu nome e a polícia do Rio de Janeiro. Ele havia se entregado em 22 de julho, após ter a prisão preventiva decretada por associação ao tráfico de drogas e ao Comando Vermelho (CV).

Filho de Marcinho VP — apontado como um dos líderes da facção — e sobrinho de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, assassino do jornalista Tim Lopes, Oruam tem tatuagens em homenagem aos dois. Apesar disso, ele sempre negou participação em atividades criminosas. Antes de se entregar, publicou um vídeo no Instagram: “Não sou bandido”.

“Todos que gostam de mim, vou me entregar tropa, não sou bandido”, afirmou na postagem.

Início da carreira e ascensão

Oruam ganhou notoriedade em 2022 com o lançamento da música “Invejoso”, ingressando na gravadora Mainstreet, de Orochi. Desde então, acumulou hits e subiu aos palcos de grandes festivais, como Rock in Rio e Lollapalooza, em 2024.

Nas redes sociais, costuma exibir joias, carros de luxo, festas e até um gato da raça Savannah F1, avaliado em até R$ 100 mil. No mesmo ano de seu sucesso inicial, Oruam foi eleito “Revelação do Trap” pelo portal Sobre Funk. Criado na Cidade de Deus, zona oeste do Rio, ele começou a gravar músicas em 2021. É filho de Márcia Gama e tem quatro irmãos.

Defesa

Por meio de nota, os advogados que representam o artista informaram que “a Defesa demonstrou que todos os argumentos utilizados para a decretação e a manutenção da prisão são rechaçados pela jurisprudência dos Tribunais Superiores, evidenciando amplamente a ilegalidade da medida adotada”.

Afirmaram ainda que o cantor “Mauro Davi se submeterá às medidas cautelares diversas a serem determinadas e, como vem fazendo, provará sua inocência no curso do processo”. (Com informações da CNN)

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Link da Matéria – via RD News

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