
Uma nova prova documental no caso envolvendo a Delegacia de Sorriso aponta fragilidades relevantes na tese de estupro envolvendo o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva.
Além do Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) afirmar que não há vestígios de conjunção carnal recente nem lesões externas ou genitais compatíveis com violência sexual, em seu depoimento a denunciante afirma que o acusado teria uma grande cicatriz na região do abdômen.
O caso ganhou repercussão nacional após a confirmação do exame de DNA que apontou a compatibilidade do material genético do policial com o coletado no corpo da vítima.
Conforme verificação constante nos autos, Manoel Batista da Silva não possui qualquer cicatriz ou marca abdominal, o que compromete diretamente a identificação do investigado. Manoel foi indiciado por estupro, denunciado por uma detenta de 24 anos contra o investigador da Polícia Civil, ocorrido dentro da Delegacia.
Além disso, a descrição física apresentada no depoimento é incompatível com as características corporais de Manoel Batista da Silva, ampliando as inconsistências do relato.
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O caso também apresenta fragilidades processuais. Nos procedimentos SIMP nº 000950-025/2025 e nº 009998-025/2024, a promotora de Justiça Fernanda Pawelec Vasconcelos declarou-se suspeita para atuar em processos relacionados à atuação do delegado Bruno França Ferreira, a fim de evitar contaminação de atos e futuras nulidades. A promotora já se afastou de mais de 400 procedimentos envolvendo o referido delegado.
No campo técnico, as provas reunidas até o momento são consideradas inconclusivas e não permitem afirmar, de forma inequívoca, a autoria ou a materialidade do crime.
O investigador segue preso e à disposição da Justiça, enquanto o inquérito avança para a fase final.

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