
O delegado Waner dos Santos Neves, de Guarantã do Norte (a 709 km de Cuiabá), desmentiu a versão de Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, e disse que o disparo que acabou matando a namorada, adolescente Kethlyn Vitoria de Souza , de 15 anos, não foi acidental e que ele quis atirar.
Montagem
Em entrevista ao jornalista Beto Ribeiro, do canal no YouTube Crime, Comportamento e Mistério, o delegado explica que, em depoimento, Bruno alegou que teria efetuado dois disparos. O primeiro, conforme o médico, não teria saído e ele pensou que estava desmuniciado. O segundo, acabou acertando a adolescente. “O que chama a atenção é que, segundo ele, ele fez dois disparos. Isso não ficou comprovado. A cápsula que poderia comprovar isso ou não, se perdeu. Ele fugiu depois do local e se livrou dessa cápsula”.
“Ele fala que queria dar um tiro pra cima. Entretanto, ele coloca a arma entre o corpo dele e o corpo dela – com ela no colo dele – e puxa o gatilho. No momento em que ele puxa o gatilho, segundo ele, o primeiro não saiu, ele pensou que estava desmuniciado porque ele tinha dado o tiro anteriormente, e acontece o disparo”, acrescenta.
Para o delegado, isso não foi um disparo acidental. “Mas a gente sabe que não, [sabemos] que ele puxou efetivamente o gatilho. Ele queria atirar. Ele poderia não querer acertar ela, mas ele queria atirar”, salienta.
“Então, no nosso entender, de polícia judiciária, nós entendemos que ele assumiu o risco de matar a vítima, e por isso ele vai responder, além dos outros seis crimes, ele vai responder também por feminicídio”, acrescenta.
Os crimes pelos quais o médico foi indiciado são: Feminicídio; Dano ao patrimônio público; Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; Disparo de arma de fogo; Dirigir veículo sob a influência de álcool; Entregar veículo automotor a pessoa não habilitada; Servir bebida alcoólica a adolescente.
O caso
Na madrugada do dia 03 de maio, a adolescente Kethlyn Vitória de Souza foi baleada na cabeça e levada, por Bruno, ao Hospital Nossa Senhora do Rosário. Na unidade médica, a equipe tentou reanimá-la por aproximadamente 40 minutos, mas Ketlhyn não resistiu e morreu.
Ainda no hospital, Bruno teria danificado uma janela e uma porta do local, em meio a um abalo emocional, e posteriormente fugiu do local.
No dia 05 de maio, dois dias após o crime, o médico se entregou à Polícia Civil, acompanhado de seu advogado, alegando que o tiro teria sido acidental.
Diante da repercussão do caso, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a conduta ética do médico. A medida foi confirmada em 14 de maio pelo próprio Conselho, que afirmou acompanhar de perto o andamento da investigação criminal.
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