Delegado diz que ‘sinal de facção’ em foto não é motivação para mortes; ‘falácia’

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Os sinais de facção são gestos, símbolos e códigos utilizados por grupos criminosos organizados para marcar território, se comunicar e estabelecer sua presença em diferentes espaços e estados do Brasil. Acontece que, alguns crimes ocorridos em Mato Grosso, estão sendo ligados a esses sinais feitos em fotos. A polícia acredita ser apenas uma falácia para causar pânico na sociedade.

 

Delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Caio Fernando Albuquerque, explicou durante entrevista a jornalistas na manhã desta quinta-feira (23) que é preciso afastar essa história, pois sinais não resultam em homicídio, como comprova as investigações realizadas pelo órgão. 

 

“Essa questão de sinal a gente precisa desmistificar, afastar essa conversa, vamos para o concreto, não é porque a pessoa faz sinal que vai resultar em morte. A gente precisa entender as coisas, se não fica uma sensação de insegurança, de medo, um caos, o que a gente tem que demonstrar é porque determinada pessoa veio a óbito e digo e asseguro, não é por conta de sinal. É por conta de um motivo que a investigação vai revelar, a gente sabe que as facções criminosas tem os ditames, tem descumprimento, alguma coisa que a vítima fez, o sinal é uma falácia”, explicou. 

 

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Conforme o , já noticiado, em setembro de 2024  a candidata a vereadora Rayane Alves Porto,28, e sua irmã Rithiele Alves Porto,25,foram torturadas, tiveram seus cabelos cortados e foram assassinadas a facadas por membros de facção criminosa após sequestro do grupo na saída de um evento, em Porto Esperidião.  

 

Na época a suspeita era que o crime foi motivado em razão de uma foto, onde as duas fazem o símbolo de uma facção rival ao Comando Vermelho que é a atuante em Mato Grosso.  

 

“Todo crime tem uma motivação, podemos desmistificar, não é porque é de tal Estado que vai ser morto, não é porque fez sinal que foi morto, precisamos identificar o motivo real e no final a gente falará para sociedade e família o que motivou, investigações já realizadas pela Polícia Civil, já comprou no fim que o motivo não tinha nada a ver com sinal”, finalizou o delegado.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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