
O delegado da Polícia Federal Antônio Flávio Rocha Freire, Supervisor da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Ficco/MT) e chefe da Operação Pubblicare revelou, na manhã de hoje (20), a proximidade entre o vereador Paulo Henrique (MDB) com membros do Comando Vermelho. O parlamentar foi preso na manhã desta sexta-feira. PF-MT
Delegado da PF Antônio Flávio Freire, Supervisor da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de MT e chefe da Operação Pubblicare
Segundo o delegado, o vereador teria relação próxima com os integrantes da facção criminosa , com até mesmo realização de reuniões presenciais e chamadas de voz.
“Identificou-se reunião presencial entre vereador e integrantes da facção, inclusive lideranças do grupo. Também se identificou chamadas em grupo entre o vereador e os integrantes da facção”, destaca.
Paulo Henrique, conforme o delegado, capitaneava um grupo de servidores para atuar em prol do CV. “Havia um núcleo de servidores públicos que beneficiavam a facção por meio de flexibilização das fiscalizações de barulhos e ruídos ocorridas em casas noturnas. Em contrapartida, os integrantes da facção concediam benefícios financeiros de forma direta e indireta”, salienta.
A ação desta sexta é desdobramento da Operação Ragnatela.
A operação Ragnatela, deflagrada em junho deste ano, desarticulou um grupo criminoso que teria adquirido uma casa noturna em Cuiabá pelo valor de R$ 800 mil. A compra foi paga em espécie, com o lucro de atividades ilícitas. A partir de então, os suspeitos passaram a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa e promoters. Luis Vinícius/Olhar Direto
Vereador Paulo Henrique (MDB) em camburão da Polícia Federal ao chegar à sede da corporação na Avenida do CPA após ser preso na manhã de hoje
Nesta sexta, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva contra Paulo Henrique e outros sete mandados de busca e apreensão contra outros supostos membros. Além desses, também foram cumpridos o sequestro de seis veículos e um imóvel e o bloqueio de contas bancárias.
Além do vereador, foram alvos: José Márcio Ambrósio Vieira; Rodrigo Anderson de Arruda Rosa; José Maria de Assunção; Ronney Antônio Souza da Silva; Maria Edinalva Ambrósio Vieira; e Benedito Alfredo Granja Fontes.
Os investigados devem responder os crimes de corrupção passiva/ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, juntamente com membros da facção indiciados durante a operação Ragnatela.
Primeira fase
Na primeira fase, Paulo foi alvo de busca e apreensão. À época, ele disse que ficou surpreso ao saber que era um dos alvos da Operação Ragnatela por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para facções criminosas. O parlamentar garantiu que o único elo dele com o caso é a amizade pessoal que tem com o produtor Rodrigo Leal, que também foi alvo na primeira fase. Rodrigo tornou-se servidor do Legislativo após ser indicado pelo vereador.
Além da amizade com Rodrigo, o parlamentar tinha outros dois alvos da operação lotados em seu gabinete. Ambos acabaram sendo exonerados pela Câmara de Cuiabá.
“Desejo que isso não aconteça com ninguém. Minha mãe sempre dizia, mas a gente não consegue enxergar as pessoas que estão daqui pra lá. Tome cuidado com as pessoas. Diga com quem andas, que te direi quem és […] me deem essa oportunidade de provar [a minha inocência] porque com toda a certeza eu não quero envergonhar essa Casa”, concluiu o vereador na época.
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