Defesa tentará revogar prisão de vereador: “Precoce e desmedida”

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Os advogados Vinicius Falcao e Ricardo Spinelli, que fazem a defesa do vereador Paulo Henrique (MDB), afirmaram que a prisão do parlamentar foi “precoce e desmedida”. Por conta disso, a defesa está confiante em conseguir a soltura já nas próximas horas. O vereador foi preso na manhã desta sexta-feira (20) no âmbito da Operação Pubblicare.

“Medida precoce e desmedida. Não tem requisitos para prendê-lo. Não é um fato novo. Ele já tinha medidas cautelares da primeira fase, não oferece qualquer risco de interferência. A gente está confiante em relação à liberdade do Paulo, ele não oferece nenhum risco a gente vai trabalhar dentro do que manda a lei”, destacam.

Mesmo preso, Paulo Henrique continua vereador e não está afastado do cargo. Como não vai participar das sessões, vai receber falta até a soltura. Vale lembrar que falta desconta do salário do parlamentar. “Depende da Câmara sobre ser afastado ou não”, salientam os advogados. Isso porque o Parlamento poderá afastar cautelarmente Paulo.

Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Ficco/MT) o parlamentar é suspeito de ser o responsável por atuar em benefício do Comando Vermelho na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros. 

Um pedido de habeas corpus deve ser feito ainda nesta sexta-feira. Antes, ele passar por audiência de custódia. A defesa já pediu acesso aos autos. “Vamos fazer todo o trabalho defensivo, buscando incialmente o reestabelecimento da liberdade dele por meio de Habeas Corpus. Paulo já se colocou à disposição vai prestar o depoimento e buscando reestabelecer a verdade do ponto de vista da defesa”, afirmam.

A operação

A Operação Pubblicare desta sexta é desdobramento da Operação Ragnatela que foi deflagrada em junho deste ano e desarticulou um grupo criminoso que teria adquirido uma casa noturna em Cuiabá pelo valor de R$ 800 mil.

A compra foi paga em espécie, com o lucro de atividades ilícitas. A partir de então, os suspeitos passaram a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa e promoters.

Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Ficco/MT) Paulo Henrique seria responsável por atuar em benefício do grupo na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros. 

Nesta sexta, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva contra Paulo Henrique e outros sete mandados de busca e apreensão contra outros supostos membros. Além desses, também foram cumpridos o sequestro de seis veículos e um imóvel e o bloqueio de contas bancárias.

Os investigados devem responder os crimes de corrupção passiva/ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, juntamente com membros da facção indiciados durante a operação Ragnatela.

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