
O secretário municipal de Defesa Civil de Cuiabá, coronel Alessandro Borges, afirmou que a prefeitura estrutura um conjunto de ações para enfrentar os alagamentos e reduzir os riscos à população durante o período chuvoso. Entre as medidas está a criação do Plano Municipal de Redução de Riscos, que vai mapear detalhadamente as áreas mais vulneráveis, apontar as intervenções necessárias e estimar os custos das obras de manutenção.
Durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, na terça-feira (11), o secretário explicou que regiões próximas a córregos, áreas baixas e bairros com infraestrutura precária são as mais vulneráveis, com destaque para Parque Atalaia, Parque Cuiabá, Parque Geórgia, Pedregal, São Gonçalo, Jardim Pinheiro e Centro América. A Defesa Civil monitora cerca de 20 pontos críticos durante chuvas intensas.
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“Então, as pessoas ali já sabem e vão tomar as providências de subir os móveis. Nessa ocorrência de sábado (07), que foi a mais significativa, nós tivemos aproximadamente 15 casas afetadas, das quais tomamos conhecimento e atendemos. Três tiveram situações mais graves, duas no Parque Atalaia e uma no Parque Cuiabá, e os moradores precisaram ser retirados de suas casas”, relatou.
Ele destacou também que são realizadas ações emergenciais, como limpeza de bocas de lobo, desobstrução de galerias e retirada de lixo e entulho de córregos, além do atendimento direto às famílias afetadas. A Defesa Civil também monitora ocorrências pelas redes sociais, mas alertou sobre a circulação de fake news.
“Nós tivemos agora uma foto no CPA 2 mostrando um carro quase todo alagado, em um local alto. Nós estivemos lá e não havia aquela ocorrência. Isso pode causar pânico na sociedade. Até porque, se tivesse acontecido, teria alagado o CPA todo, já que era um ponto mais alto”, ressaltou o chefe da pasta.
Ainda de acordo com o gestor, paralelamente a essas ações, a prefeitura trabalha com na Regularização Fundiária Urbana (REURB). Moradias consolidadas em áreas de risco passam por análise técnica. Quando há solução de engenharia possível, a área pode ser regularizada; quando não há como garantir segurança, as famílias deverão ser reassentadas em programas habitacionais, como o Casa Cuiabana, realizado por meio do Minha Casa, Minha Vida.
“Nós não temos um prazo, porque são muitas áreas. Estamos começando pelo que fizemos nos bairros Centro-América e Alvorada. Hoje analisamos a Coab e São Gonçalo. Ou seja, estamos avaliando várias áreas consolidadas. Aquelas que não forem consolidadas, as pessoas terão que sair do local”, detalhou.

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