
Desde o dia da operação policial na última sexta-feira (15), a defesa de Bruno Cordeiro Rabelo e Willian de Lima tem buscado a Justiça para detalhar as diferenças entre a Bioseg Segurança do Trabalho S.A. e a Bioseg Medicina Laboratorial Ltda., após a adoção de medidas cautelares que suspenderam contratos e registros empresariais da empresa de saúde ocupacional e segurança do trabalho. Os advogados apontam que houve confusão ao longo das investigações, já que as duas companhias, embora tenham sócios em comum, possuíam natureza e atividades distintas.
PJC-MT
De acordo com a defesa, a Bioseg Segurança do Trabalho, fundada em 2015 em Sorriso (MT), sempre atuou de forma regular no segmento de saúde e segurança ocupacional, sem realização de exames laboratoriais, que são serviços prestados por laboratórios especializados contratados localmente pela empresa em cada município que atua.
“Os serviços da Bioseg Segurança do Trabalho englobam apenas a realização de exames admissionais e periódicos, laudos técnicos, programas de prevenção e gestão do eSocial, atividades que não exigem processamento de material biológico em laboratório. Já a Bioseg Medicina Laboratorial foi criada em 2022, em Cuiabá. A defesa esclarece que Bruno e Willian ingressaram no negócio apenas como investidores e não exerciam gestão direta da sociedade. A empresa funcionou exclusivamente na capital e nunca manteve contrato direto com órgãos públicos e foi encerrada formalmente em maio de 2025”, alega a defesa.
Nos municípios do interior, segundo a manifestação, não havia unidades laboratoriais da Bioseg. Em Sinop, a execução dos exames sempre foi realizada pelo Laboratório Santa Mônica, contratado regularmente para esse fim. Em Sorriso, desde o início das atividades no município, o responsável é o Laboratório Jane Marisa Acco.
A defesa também chama atenção para o impacto das medidas que suspenderam o CNPJ e os contratos da Bioseg Segurança do Trabalho. “A companhia mantém mais de 100 empregados ativos e responde por contratos em vigor não apenas com Cuiabá, mas também com outros municípios. A defesa alerta que a paralisação compromete a continuidade de serviços de saúde ocupacional, além da entrega de trabalhos em atendimentos normativos.
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