
A defesa da mulher que acusa o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, 52, de estupro dentro da delegacia de Sorriso (a 420 km ao Norte), afirmou que a vítima não quis teve resistência em denunciar o crime por medo de impunidade e por receio de acusar um policial civil. O caso veio à tona com a prisão do servidor estadual, no domingo (1º).
Segundo o advogado Walter Rapuano, em entrevista exclusiva ao , foi ele quem levou o caso ao Ministério Público e convenceu a vítima a formalizar a denúncia. Conforme o defensor, a mulher demonstrava insegurança diante da possibilidade de responsabilização do suspeito.
“Ela me disse: ‘Doutor, como eu vou denunciar um policial civil?’. Então expliquei que havia uma forma de denunciar para que ele fosse investigado de verdade”, afirmou o advogado.
Rapuano também divulgou que, no dia em que a vítima relatou os abusos, ele gravou um vídeo com o depoimento, como forma de resguardar o relato. Ao rever a gravação posteriormente, a mulher teria ficado profundamente emotiva.
“Ela ficou extremamente abalada ao se ouvir contando o que aconteceu. Aquele vídeo é exatamente o relato que ela me passou no dia em que decidiu falar”, disse.
Ainda conforme a defesa, a vítima afirma ter sido violentada 4 vezes em um intervalo de cerca de 12 horas, período em que permaneceu detida na delegacia. Segundo o relato, ela teria sido retirada da cela em todas as ocasiões e ameaçada para que não gritasse.
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O investigador Manoel Batista da Silva foi preso preventivamente no domingo (1º), após exames periciais confirmarem a presença de seu material genético no corpo da vítima.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, e a Corregedoria-Geral acompanha as investigações. O servidor permanece afastado das funções, enquanto o processo administrativo disciplinar segue em andamento.
A defesa do acusado ainda não se manifestou à imprensa.

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