
Como muitas outras cervejarias artesanais, a Cuiaverá nasceu da paixão pela bebida. Neste caso, tudo começou com o médico Afrânio Cleberton Ferreira de Araújo, que em 2016 começou a fabricar a própria cerveja e acabou contaminando a família com esta paixão. A história é contada pelo filho, o advogado Manuel Antônio Pereira Araújo, 31, o mestre cervejeiro e quem gerencia o brew pub da marca, que conta com 10 torneiras da bebida em diferentes estilos. Segundo ele, chegou uma hora em que perceberam que a fabricação artesanal caseira poderia se tornar um negócio, o que acabou acontecendo.
A capacidade de produção é de 5 mil litros/mês, mas produzem atualmente dois mil litros mês mensais – a meta é chegar a 30 mil. São cinco estilos de pilsen, hop larger e ippa comercializados para os clientes do pub, em sistema de delivery, em growler de um litro e em barris de chopp. Manuel explica que está sendo desenvolvido o envaze da Cuiaverá em lata.
Sobre os tipos de cervejas da marca Cuiaverá, diz que trabalha dentro dos princípios da diversidade e os produtos são das escolas americana, belga, inglesa e alemã. Bruno Cidade
Destaca que a hop larger caiu no gosto dos cuiabanos. Feita com lúpulo americano, é uma cerveja mais leve.
Segundo ele, o consumidor cuiabano já tem um pré conhecimento das variedades da bebida. Afinal, Cuiabá é uma referência em produção de cerveja artesanal.
Questionado sobre sua cerveja favorita, Manuel, que também é sommelier cervejeiro, hesita um pouco antes de responder: gosto das lagers finas que apresentam uma dificuldade maior na produção, exigem mais conhecimento microbiológico, resume.
Sem dúvida, outro destaque no brew pub Cuiaverá são as comidinhas, criadas e executadas pela chef de cozinha Kelly Campos e sua equipe. Bruno Cidade
Formada em gastronomia na Unic, ela atua na área há 10 anos e já passou por restaurantes de prestígio em Cuiabá. Classifica os pratos da Cuiaverá como uma comida de boteco gourmetizada e explica que nos dias de maior movimento trabalham com um cardápio reduzido com o predomínio de frituras, que saem mais rápido. Já em noites mais tranquilas, o menu ampliado contempla assados e até refeições como risoto ou o parpadelle ao ragu.
Entre os destaques estão o croquete Dona Olinda, receita da mãe de Kelly feita com banana da terra e carne seca, acompanhado de maionese levemente saborizada com pequi. Trata-se do carro-chefe da casa, seguido de perto pela batata diagoreste (assim mesmo. Afinal, o prato é dela e se permitiu a variação da palavra). A batata frita é servida com carne seca desfiada, quase uma paçoca sem farinha, banana da terra madura frita, tudo finalizado com creme cheese.
Já o croquete pullet beef é preparado com carne defumada dry ribs, acompanhado de maionese de cebola caramelizada.
Caldinhos também são um sucesso – de feijoada, de camarão 7 rios e o escaldado CuiCui da chef.
Kelly cita a régua de degustação, em que os pratos são harmonizados com quatro tipos de cerveja escolhidas pelo cliente, e explica que a hop larger, por ser mais lupulada, harmoniza bem com petiscos mais cítricos, como croquetes defumados e linguiças. Já a pilsen, mais leve, casa com fritas, frios, queijos e embutidos. A stout, escura e meio adocicada, acompanha bem as sobremesas e é a base da vaca bêbada – um milk shake com calda de chocolate e chantilly. As weiss, aromatizadas com pimenta-rosa, casca de laranja, ficam perfeitas com frango grelhado e bolinho de salmão. Bruno Cidade
Sobre mudanças no cardápio, ela diz que são feitas à medida que percebem que algum prato está com pouca saída. Diz ainda que acompanha o que acontece nos bares de Mato Grosso e de outros estados e que tem liberdade para criar e inovar. A inspiração vem de coisas criativas que vê nas viagens.
A empresária Vera Araújo, a Verinha, informa que a Cuiaverá integra a Rota da Cerveja Artesanal de Cuiabá e que estará no estande do Sebrae MT na Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT), de 5 a 8 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal. Bruno Cidade

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