
As urnas estão abertas: eleitores de 5.569 municípios já começaram a decidir, neste domingo (6/10), quem serão os escolhidos para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Assim, a Justiça Eleitoral está preparada para receber a manifestação, nas seções eleitorais, de mais de 155 milhões de brasileiros aptos a votar.
Reprodução/PF
A esta altura, alguns problemas já foram identificados. Pelo menos 57 pessoas foram presas, até o momento, por crimes eleitorais como compra de votos e propaganda eleitoral irregular. A Polícia Federal abriu 15 inquéritos e apreendeu R$ 300.596,06 em bens, sendo R$ 184.368,00 em espécie. Nesse sábado (5/10), 24 foram detidas em Nilópolis, no Rio de Janeiro.
Em Joaçaba, no meio-oeste catarinense, um eleitor, de 65 anos, foi preso em flagrante após fotografar o voto com o celular, prática proibida.
Em Nilópolis, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, entre as 24 pessoas presas pela Polícia Federal por tentativa de compra de votos havia três policiais militares da PM do Rio, sendo dois reformados e um da ativa. Os presos atuavam na eleição municipal como cabos eleitorais de um candidato a prefeito, na capital fluminense, nesse sábado (5/10).
Em Boa Vista, Roraima, a PF prendeu em flagrante dois candidatos a vereador. As prisões fazem parte de operações para combater crimes eleitorais, especialmente a corrupção eleitoral, que envolve a compra e venda de votos na cidade.
Em Aracaju (SE), um homem foi baleado por um policial militar ao tentar matar, a facadas, a ex-companheira dentro do Centro de Excelência João Costa, no bairro Getulio Vargas,. O local funciona como ponto de votação nas eleições municipais.
O Distrito Federal e Fernando de Noronha são as únicas regiões do Brasil sem eleição neste domingo. No Entorno do DF, os moradores vão às urnas. Como ocorre em outras localidades, há um “mar de santinhos” pelas ruas.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, votou no começo da manhã em Belo Horizonte (MG). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou em São Bernardo do Campo (SP).
Já o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou no final da manhã em uma escola no Jardim Europa, na zona oeste de São Paulo. Acompanhado por seguranças, o ministro chegou ao colégio em um carro e entrou no prédio pelas portas laterais. A caminhada até a seção e a votação demoram poucos minutos.
Lula falou rapidamente com a imprensa, momento em que ressaltou que este domingo é um dia “muito especial para a democracia brasileira”. Sem citar nomes, criticou as fake news durante a campanha eleitoral. “Agora tem a quantidade de fake news, surgimento de candidatos que não têm compromisso a não ser inventar histórias”, afirmou.
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), acompanhou Lula em São Bernardo. Ao contrário de Lula, Padilha falou especificamente sobre o caso envolvendo o candidato Pablo Marçal (PRTB), que divulgou um laudo falso contra o candidato Guilherme Boulos (PSol).
Ao votar na manhã deste domingo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, disse esperar rigor da Justiça Eleitoral para punir o influencer. Ele classificou como “inaceitável” o laudo médico falso usado por Marçal.

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