
Um capuccino para ser bom de verdade, desses que ganham campeonato e conquistam o paladar de quem degusta, precisa ter sabor e cremosidade obtidos com o uso de apenas dois ingredientes: um bom leite vaporizado e café de qualidade, nada mais. A definição é do barista Rubens Vuolo, da cafeteria Amado Grão, de Cuiabá. Ele organizou, esta semana, na segunda, 28, o primeiro TNT – Campeonato de Latte Arte de Mato Grosso para escolher o melhor capuccino. O evento contou com apoio da Nude, empresa de leite vegetal que patrocina vários campeonatos do gênero no Brasil.
Treze baristas de cinco cidades participaram da competição, sendo 9 de Cuiabá e um representante de Sinop, um de Rondonópolis, um de Chapada dos Guimarães, além de uma de Campo Grande (MS), que se encontrava na Capital mato-grossense ministrando um curso em uma rede de supermercado. Ela ficou sabendo do campeonato e resolveu se inscrever, conta Vuolo, acrescentando que o evento superou suas expectativas não só no que concerne ao número de participantes mas também quanto ao nível das preparações e no envolvimento de jurados e presença do público, que encheu a cafeteria. Assessoria
Além da Amado Grão, anfitriã da competição, outras três empresas de Cuiabá marcaram presença, a Cafeteria Teo, Backehouse 44 Padaria Artesanal, Levita Pães Artesanais. Das outras cidades vieram representantes da Olive Panificação (Sinop), Vieira Dellicattos (Rondonópolis), Chocolarte Café (Chapada dos Guimarães.
Os vencedores da competição foram Danyelle Barros, da Amado Grão, que ficou em primeiro lugar no pódio; Vitor Vieira, da Vieira Dellicattos, em segundo; e Ítala Miranda, da Olive, em terceiro.
Eles foram escolhidos por um júri composto por 15 juízes, entre eles chefs de cozinha, professores de cursos de gastronomia e grandes apreciadoras de café. Foram julgados os quesitos sabor e aparência em 13 rodadas. Em cada uma delas, dois baristas duelavam e o vencedor ia passando para a próxima fase. No final da prova, tiveram que preparar capuccinos para todos os jurados. Assessoria
A vencedora Danyelle Barros, 30, é funcionária do Amado Grão há um ano e 8 meses e trabalha com café há seis anos. Feliz com o resultado, embora um pouco incrédula com o fato de ter ficado em primeiro lugar, conta que treinou muito para a competição, uns dois meses, procurando sempre melhorar o seu capuccino. Revela que foi no café que se encontrou como pessoa e como profissional. Sempre tive muita dificuldade de me encontrar no trabalho e o café me apontou o caminho que queria seguir, revela, acrescentando que ainda está se descobrindo no universo da cafeteria, embora acredite que irá continuar se aprofundando na latte arte.
Vitor Henrique Vieira, 22, trabalha com café há 2 anos e começou com a intenção de ajudar a mãe, Érika Vieira, que estava abrindo um cafeteria em Rondonópolis. Até então, ele sequer tomava café. Sua intenção era atuar na parte administrativa, mas, à medida que foi provando os cafés durante os testes, foi tomando gosto e hoje é o barista chef da casa, primeira do gênero na cidade. Assessoria
Estudante do sétimo semestre de arquitetura, ele garante que mesmo depois de formado sempre vai ter um pé no universo do café, conciliando as duas profissões.

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