Comissão vota para cassar mandato de vereador suspeito de ligação com CV

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A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar  da Câmra de Cuiabá votou, nesta sexta-feira (06), pela cassação do mandato do  vereador afastado  Paulo Henrique (MDB). Ele chegou a ser preso,  no dia 20 de setembro deste ano,  na Operação Ragnatela, das forças de segurança pública federais e estaduais, por suposto envolvimento com o  Comando Vermelho (CV). Veja Abaixo

Fernanda Scouto

Paulo Henrique é réu em   ação penal sob acusação de envolvimento com o  Comando Vermelho (CV). De acordo com a investigação, o vereador afastado  usava   sua influência política junto à Secretaria Municipal  de Ordem Pública (Sorp), onde é servidor de carreira, para garantir a liberação de licenças e alvarás para eventos organizados  pela facção criminosa.

O relator do processo na Comissão de Ética,  vereador Kássio Coelho (Podemos), entendeu que a conduta do parlamentar é “incompatível” com o cargo. Por isso, recomendou a cassação do mandato.

O vereador Wilson Kero Kero (PMB), membro da Comissão de Ética, acompanhou  o relator.  O presidente   Rodrigo de Arruda e Sá (PSDB) também se posicionou a favor da cassação.   

O vereador Paulo Henrique, alvo do procedimento, não compareceu na Comissão de Ética  para apresentar defesa. Inclusive, foi acusado de “fugir” das notificações.

O   relatório pela cassação dever ser encaminhado ao presidente da Câmara Municipal,  vereador Chico 2000 (PL). Após análise da Procuradoria da Casa, será submetido ao plenário, que pode cassar ou não o mandato de Paulo Henrique. O prazo para conclusão do processo encerra em 23 de dezembro.

Autorização  para comparecer

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, autorizou  que o vereador afastado Paulo Henrique   (MDB) compareça à Câmara   de Cuiabá para se defender no processo que pode resultar na cassação do seu mandato. A  data será  estipulada pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

“Considerando as informações constantes no documento de Id. 177649348, assim como a necessidade de apresentação de defesa no processo administrativo n. 15255-2024, não há óbice, por parte deste Juízo, ao comparecimento do investigado PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO à Câmara Municipal de Cuiabá/MT na data a ser estipulada pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar”, diz o despacho do magistrado.

O pedido foi formulado   por  Rodrigo Arruda e Sá    na última terça-feira (03). Isso porque a  decisão judicial que determinou o afastamento de Paulo Henrique  também o impede de  frequentar a Câmara Municipal  e  outros órgãos públicos.  Com a votação do relatório, o despacho do magistrado perde objeto.

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Link da Matéria – via RD News

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