
A obra que promete sanar os problemas de alagamento na região da Avenida Tenente Coronel Duarte, a Prainha, deve afetar 16 bairros da região central de Cuiabá e seu entorno, impactado em 39 mil moradores. Os trabalhos estão previstos para começar até abril e para minimizar o impacto no comércio, representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) e da concessionária Águas Cuiabá se reuniram nesta quarta (5). A intenção é que tudo ocorra de forma transparente e planejamento.
As intervenções na “Bacia da Prainha” incluem a implantação de 10,9 km de rede coletora de esgoto, reforço de 7 km no sistema misto de drenagem e esgoto, além de melhorias na rede de drenagem existente.
Assessoria
O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, destacou que a entidade tem trabalhado para que o setor empresarial participe ativamente desse processo. “Essa obra não só aprimora o saneamento básico, mas também impulsiona a economia com a geração de empregos diretos e indiretos. Nosso compromisso é viabilizar o diálogo entre os empresários e a concessionária, buscando soluções que conciliem o desenvolvimento urbano e a continuidade das atividades comerciais. Fizemos isso no ano passado na Praça Popular e os resultados foram positivos”, afirmou.
O coordenador de engenharia da Águas Cuiabá, Elson Yudi Yamamoto, reforçou a importância da comunicação direta com os comerciantes. “Apresentamos o cronograma e ajustamos detalhes conforme as necessidades locais. A criação de um grupo de WhatsApp será essencial para manter todos informados em tempo real sobre o andamento das obras e eventuais ajustes no planejamento”, explicou.
Para a empresária Fernanda Maluf, que atua há 23 anos no ramo de tecidos, a obra representa uma solução para problemas recorrentes na região. “O lado direito da Prainha sofre com alagamentos frequentes, o que prejudica a circulação de clientes e fornecedores. A readequação da drenagem trará mais segurança e qualidade no acesso ao comércio”, ressaltou.
Já o comerciante Evandro Faleiros Barbosa, do setor de autopeças, avaliou positivamente a iniciativa. “Me senti incluído no processo. No meu caso, o impacto será mínimo, pois as intervenções ocorrerão no período noturno, permitindo que eu me organize sem prejuízos para a empresa”, afirmou.
William dos Santos Botelho, empresário do ramo de artigos para eventos, destacou que a obra trará benefícios a longo prazo. “Os frequentes episódios de alagamento dificultam nossa operação. Essa comunicação promovida pela CDL Cuiabá é essencial, pois nos permite acompanhar o andamento dos serviços e nos preparar para minimizar os impactos”, concluiu.
O projeto
O projeto prevê ainda ações significativas ao longo das onze sub-bacias que compõem a Bacia da Prainha, incluindo a instalação de 224 caixas combinadas, readequação de 405 bocas de lobo e reforço em 5,3 km da rede de drenagem existente. A Estação Elevatória da Prainha (EEE Prainha) será responsável por bombear os efluentes coletados até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dom Aquino, garantindo um tratamento adequado antes do retorno ao Rio Cuiabá. (Com assessoria)Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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