
Comerciantes do centro de Cuiabá estão preocupados com o projeto de lei que libera “home office” aos servidores da capital. Eles temem mais prejuízos com o esvaziamento do fluxo de pessoas, desafio que já enfrentam com a concorrência com os shoppings centers e com o estacionamento rotativo. O projeto foi encaminhado ao Legislativo pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). O texto prevê que determinadas atividades funcionais possam ser realizadas de forma parcial ou integral fora das dependências da administração pública.
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Ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, a diretora institucional da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), Márcia Izabel da Rocha, argumentou que a proposta vai impactar diretamente diversos comércios. “[O projeto] impacta muito o comércio do centro da cidade porque são menos pessoas circulando. Nós temos, por exemplo, restaurantes que trabalham praticamente para funcionários da prefeitura”, disse a diretora.
Uma das justificativas usadas pelo gestor é a possibilidade do projeto reduzir transtornos no trânsito, uma vez que o número de trabalhadores se deslocando seria menor.
Roberto Peron, empresário do setor de confecções, discorda. Para o comerciante, a diminuição no fluxo de veículos seria mínima se comparada ao impacto econômico para o comércio da cidade.
“É tão pouco o número de veículos que vai ser abrangido com essa retirada dos funcionários que não vai afetar em nada. Mas afetaria, e muito, o setor comercial, porque se você tirar 300, 200 pessoas do centro da cidade, que consomem aqui restaurantes, lanchonetes, lojas, você tira esse fluxo de pessoas. Não é viável nem na questão técnica, nem na econômica”, expôs ao Jornal do Meio Dia.
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