Comerciantes sentem impactos das obras do BRT: Perdendo clientes e funcionários

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As obras do BRT na Avenida do CPA, em Cuiabá, têm causado prejuízos significativos aos comerciantes da região. Segundo um levantamento realizado pelo núcleo de inteligência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a queda no faturamento dos estabelecimentos alcançou 36%. O diretor da CDL, Junior, Macagnam relata que a situação tem levado muitos empresários a efetuarem demissões e enfrentarem dificuldades para manter seus negócios.

“Muitos estavam próximos ao ponto de equilíbrio, esperando uma melhoria na economia, e de repente se viram com uma queda abrupta de 36%. Isso deixa muitos sem solução. A gente sabe que, além das demissões das empresas, muitos dos trabalhadores também têm pedido para sair, porque se a venda cai, a maioria do comércio vive sob comissão, o funcionário vai querer trabalhar num lugar que está normal para ele. Então, temos que resgatar clientes e funcionários”, afirmou durante entrevista ao RDTV Cast. (Veja a entrevista completa no final da reportagem)

Reprodução

Além da redução do faturamento, o fluxo de pessoas nos estabelecimentos caiu drasticamente, com uma queda de 83%. “Muitas pessoas preferem comprar em locais de fácil acesso, como shopping centers, pois evitam o tumulto e as dificuldades de locomoção”, explicou Junior.

Ele ressaltou que, mesmo após a conclusão das obras, levará tempo para recuperar a clientela perdida. “A partir do momento que você é impedido de chegar na loja, você começa a comprar num outro comércio, começa a comprar lá e fideliza naquele lugar. Então, para mim, resgatar esse cliente demora” pontua.

Apesar de reconhecer a importância do BRT para a mobilidade urbana, Junior reforça a necessidade de apoio imediato aos comerciantes para evitar um colapso econômico na região. “Esperamos a sensibilidade do governo e da prefeitura para que essas medidas sejam atendidas o mais rápido possível. O impacto é negativo para 90% dos lojistas entrevistados, e muitos não vão conseguir se reerguer sozinhos”, concluiu.

Diante desse cenário, a CDL encaminhou uma série de pedidos ao Governo do Estado e à Prefeitura de Cuiabá, como a isenção de ICMS por um período específico, de acordo com as faixas de faturamento das empresas afetadas; a criação de uma linha de crédito especial através da Desenvolve-MT, permitindo aos empresários suporte financeiro para atravessar esse período; a isenção de IPTU para os comerciantes diretamente prejudicados pela obra; e a isenção de ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) para prestadores de serviço impactados pela intervenção.

O setor aguarda uma resposta sobre as demandas. Veja a entrevista completa:

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Link da Matéria – via RD News

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