Comandante da PM preso por importunar mulheres é solto durante audiência de custódia

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Atualizada às 8h48 – Comandante de Peixoto de Azevedo, tenente-coronel da Polícia Militar, Weligton Rodrigues Mendonça foi liberado após audiência de custódia realizada neste domingo (25), em Cuiabá, depois de ter sido preso em flagrante pelos crimes de importunação sexual e desacato. A decisão foi proferida pelo juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, durante o plantão criminal da Comarca de Cuiabá. Em nota, a PM informou que ele foi exonerado do cargo. 

 

De acordo com as informações já divulgadas pelo , o militar foi detido após um episódio ocorrido no Posto Serafas (Posto Emboava), próximo à praça 8 de Abril, onde acontecia o chamado “esquenta do carnaval”. No local, o tenente-coronel teria passado a mão na coxa de uma mulher, afirmando que ela estaria “olhando para ele”.

 

Ao ser repreendido, o suspeito se aproximou ainda mais da vítima, encostando o quadril e insistindo nas investidas. Uma testemunha tentou intervir e trocou de lugar com a vítima, informando que as duas mantêm um relacionamento e que era para afastar o agressor, o que não o conteve.

 

Segundo o relato, Weligton segurou o braço da jovem e afirmou ser “coronel da PM e portador de arma de fogo”, pedindo que não “fizessem nada”. Após o tumulto, testemunhas chamaram a Polícia Militar, que ao chegar tentou dialogar com o oficial.

 

De acordo com o registro, o militar se recusou a entregar a arma, apresentava sinais de embriaguez e ameaçou os policiais que atendiam a ocorrência, dizendo frases como “vou lembrar disso” e “vocês estão fundidos”. Ele também teria xingado um cabo da PM de “merda”.

 

Mesmo após ser separado das vítimas, o oficial ainda voltou a se aproximar da vítima, questionando o que ela teria dito aos outros policiais. Diante da resistência, o superior de área foi acionado e o tenente-coronel foi encaminhado ao Plantão de Atendimento à Mulher (PAM) para registro da ocorrência.

 

Audiência 

Durante a audiência de custódia, o magistrado homologou a prisão em flagrante, mas entendeu não haver necessidade de mantê-lo preso preventivamente. O juiz destacou que o acusado possui trabalho fixo, residência conhecida e registros criminais antigos, todos já arquivados.

 

Com isso, Weligton Mendonça recebeu liberdade provisória, mediante duas medidas cautelares, entre elas, comparecimento mensal em juízo e p roibição de contato ou aproximação da vítima e testemunhas , mantendo distância mínima de 500 metros .

 

A decisão foi acompanhada tanto pelo Ministério Público quanto pela Defesa, que se manifestaram favoráveis à soltura.

O caso segue sob investigação, e as imagens de câmeras do posto de combustível devem ajudar a confirmar os fatos relatados pelas vítimas.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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