Com vitória de Abilio, PL domina 22 cidades e base de 1,7 mi de habitantes

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Com a vitória de Abilio Brunini neste domingo (27), no segundo turno eleitoral pela Prefeitura de Cuiabá, o Partido Liberal conquistou o comando da 22ª cidade de Mato Grosso nas eleições municipais deste ano. Com isso, somando os 22 municípios, o partido de direita vai conduzir aproximandamente 1.727.377 milhão de habitantes durante 4 anos,  a partir de janeiro de 2025, conforme dados do Censo do IBGE 2022.

Com 100% das seções totalizadas, Abilio contabiliza 171.324 votos, ou 53,80%. O adversário Lúdio Cabral (PT) teve 147.127 votos, ficando com 46,22% dos votos.

Ao considerar somente as cidades-polo, como Cuiabá (650.877), Capital do estado, liderada por Abilio; Várzea Grande (300.078), por Flávia Moretti; Rondonópolis (244.911), por Cláudio Ferreira; e Sinop (196.312), por Roberto Dorner, a base é de 1.392.178 milhão de pessoas.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Mato Grosso possui um total de cerca de 3.658.649 milhões de habitantes – indicação do Censo, distribuídos em 142 municípios. Ou seja, a base de 1,7 milhão de pessoas conquistada pelo PL em 22 cidades, representa 47,2% dos habitantes do estado, enquanto os demais partidos, ficaram com 120 cidades, cerca de 1.931.272 de pessoas (52,8%).

É possível ver um enorme potencial do PL para os projetos do partido visando as eleições de 2026, podendo pleitear o aumento da base na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal, Senado, Governo do Estado e Presidência da República.

Em quantidade de municípios, o PL só fica atrás do União Brasil, que detém o comando sob 60 municípios. O MDB tem 18 cidades; PSB tem 15; Republicanos 12; PP e PRD tem 4 cada um; PSDB tem 3; PSD tem 2; e Novo e Podemos tem 1 prefeitura cada um.

Perfil

Abilio Brunini é cuiabano e cristão, tem 40 anos e é casado com a Samantha Iris, recém-eleita vereadora por Cuiabá. Ele é pai do Sebastian e da Ana Regina. Ele é formado em Arquitetura e Urbanismo e possui pós-graduação em Mobilidade Urbana.

Abilio foi vereador de 2017 a 2020, mas acabou sendo cassado no final por quebra de decoro parlamentar. Ele chegou a reverter a cassação, recuperando os direitos políticos. Sua atuação foi marcada por conflitos com a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), após rompimento entre os políticos.

Ele chegou a encarar Emanuel nas urnas em 2020, mas acabou sofrendo a virada. Muitas creditam sua derrota à época, devido ao seu comportamento “debochado”. Em 2022, foi eleito deputado federal sendo o mais bem votado, com 87.072 votos empurrado pela onda de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No Congresso Nacional, sua atuação espalhafatosa é duramente questionada, tanto por lideranças nacionais, como por membros da bancada federal de Mato Grosso. Ele sempre se envolve em polêmicas com deputados de esquerda, o que fomenta suas bases, que vivem sob o lema “anti-PT e anti-esquerda”.

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