
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Promessa para a Copa do Mundo de 2014, o Centro Oficial de Treinamentos (COT) da Barra do Pari, em Várzea Grande, segue em estado crítico e com obras paralisadas. O local que seria utilizado como centro de treino para as seleções participantes do Mundial, aguarda uma nova licitação para a contratação de uma empresa que será responsável por construir uma Academia Integrada e Centro de Formação para as Forças de Segurança Pública de Mato Grosso no mesmo espaço. O valor estimado do contrato é de R$ 81,1 milhões.
Considerada uma das heranças negativas da Copa de 2014, o COT do Pari está há 11 anos na promessa de ser entregue, mas a novela parece não ter fim. Em 2019, as obras foram paralisadas oficialmente. Em 2023, a atual gestão do Governo do Estado sinalizou a retomada dos serviços e previu 18 meses para a finalização. No entanto, nada deu certo até então, pois o voltou a visitar o local e, de novo, encontrou somente uma estrutura deteriorada pelo tempo, sem sinais de avanço nos trabalhos.
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Quem passa pelo endereço encontra a estrutura de 52.170 m² cercada por tapumes de alumínios instalados, o que passa a impressão de que há pedreiros, ajudantes de obras e uma equipe de engenheiros trabalhando. Contudo, checagem feita pela reportagem na manhã da última quinta-feira (06) revela que, com exceção da pessoa responsável pela vigilância, havia alguns profissionais realizando apenas serviço de manuntenção, conforme explicou a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
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Até quando?
Em nota, Sinfra disse à reportagem que lançou o processo licitatório para dar sequência na construção de um centro de treinamentos para as forças de segurança. Segundo a pasta, o processo está em fase de análise de documentos para homologação.
“A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informa que lançou um processo licitatório para a contratação integrada de uma empresa que será responsável por construir uma Academia Integrada e Centro de Formação para as Forças de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso no mesmo espaço. O processo está em fase de análise de documentos para homologação, e o valor estimado da contratação é de R$ 81,1 milhões. A Sinfra informa que no momento o local passa por manutenções rotineiras”, comunicou.
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Em 2019, quando as obras foram completamente interrompidas, foi informado que 69,2% já haviam sido construídos e que o Consórcio Barra do Pari, liderado pela empresa Engeglobal, teria recebido R$ 21 milhões pelo projeto, dos R$ 31,7 milhões previstos no orçamento total.
No mesmo ano foi divulgado que houve um desacordo entre a Sinfra e o Consórcio, quando o contrato foi encerrado em 30 de abril de 2018. Na época, a Pasta explicou que ocorreu uma tentativa de adiar a vigência do certame, mas a empresa não manifestou interesse. Porém, um acordo com o consórcio contratado em 2012 foi homologado pela justiça em 2022.
Na retomada de 2023, a Sinfra informou um valor maior em relação ao já divulgado, salientando um contrato firmado de R$ 32,2 milhões, sendo que ainda há um saldo de, aproximadamente, R$ 10 milhões para que a estrutura seja finalizada.
Visita negada
O não teve autorização para entrar nas dependências do COT do Pari. As imagens foram feitas apenas na área externa. A reportagem recebeu a informação de que a visitação só poderia ser realizada ao lado do engenheiro oficial da obra. Um caminhão de areia foi flagrado entrando no local, quando o vigilante informou que havia pessoas trabalhado no lado de dentro. A Sinfra, por sua vez, explicou que eram serviços de segurança e manutenção.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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