Clínicas de implante capilar viram alvos da fiscalização da vigilância em Cuiabá

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Pelo menos cinco clínicas que atuam com implante capilar em Cuiabá foram alvos da inspeção da Vigilância Sanitária, que tem intensificado a fiscalização aos estabelecimentos desde o início do mês de maio deste ano.

Ocorre que o Conselho Federal de Medicina passou a considerar o procedimento de implante capilar como ato cirúrgico no final de 2023, o que tem motivado uma série de diligências para apurar as possíveis adequações nos espaços. Antes da normatização, as cirurgias eram realizadas em consultórios e até em pequenas salas ambulatoriais.

Reprodução

O movimento da Vigilância Sanitária está provocando uma série de reformas emergenciais e rearranjos entre as clínicas, que mesmo diante de possíveis irregularidades têm se esforçado para não pararem de atender seus clientes.

A reportagem esteve em três unidades nesta sexta-feira (07) que realizam implante capilar na capital mato-grossense, que aqui serão identificadas como IRF, S’H e IC para entender melhor esta questão.

Após a visita da Vigilância Sanitária, os atendimentos na clínica IRF serão retomados a partir da próxima segunda-feira (10), após terminarem “algumas reforminhas”, como definiu uma funcionária com quem o site conversou. Os procedimentos de avaliação, como a tricoscopia, em que são avaliados os folículos capilares do paciente, são feitos no próprio edifício de uma Clinica Odontológica onde funciona a Clínica que se resume em uma sala de consultório, bem como a cirurgia numa sala anexa.

Já a clínica S’H também manteve a agenda de atendimento, já preenchida até o mês de setembro, e está impossibilitada de realizar os procedimentos no endereço habitual, tendo feito uma parceria com outro estabelecimento de saúde, não identificado durante a entrevista, onde será dado prosseguimento ao tratamento dos pacientes até regularização.

No último sábado (1º), a S’H recebeu uma visita da Vigilância Sanitária, que exigiu mudanças na estrutura do local, como o piso, que deve ser trocado.

Uma terceira clínica, IG, tem o protocolo de atendimento em parceria com hospitais particulares, não possuindo o centro cirúrgico na própria unidade. Enquanto a consulta de avaliação, incluindo o exame de tricoscopia, é feita no local, a cirurgia é realizada em outro local.

Primeiro caso

Recentemente, um caso emblemático demonstrou as dificuldades pelas quais as clínicas vêm passando.

No dia 08 de maio, circulou em vários canais de imprensa local, que uma importante clínica da capital havia sofrido até mesmo interdição, especificamente para realização de transplante capilar. Contudo, a reportagem apurou que a referida clínica, que vamos chamar de CA, possuía estrutura e já realizava transplante em centro cirúrgico e com a presença de um anestesista, anteriormente à citada resolução do CFM.

Parecer

O Conselho Federal de Medicina, por meio do parecer nº3/2023, que teve como relatora a conselheira federal e cirurgiã plástica, Graziela Bonin, e relatora de vista a conselheira federal e dermatologista, Yáscara Pinto, definiu que “o procedimento de implante capilar é uma intervenção cirúrgica, ato privativo do médico, cuja realização é facultada a todo médico regularmente inscrito no CRM do estado em que atua”.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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