
A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar supostas irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde durante a pandemia segue gerando ruído na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após a publicação do ato que oficializou a comissão, circulou a informação de que três deputados teriam pedido para deixar a CPI: Juca do Guaraná (MDB), Dr. João (MDB) e Chico Guarnieri.
Procurado pela reportagem do , Chico negou que tenha solicitado retirada após a instalação da comissão e afirmou que houve um equívoco na interpretação dos fatos.
Segundo ele, a única assinatura feita por ele no requerimento ocorreu ainda em 2023, quando assumiu o mandato como suplente por 30 dias. Na época, o pedido de CPI ainda não havia alcançado o número mínimo de assinaturas.
“Em 2023 eu assumi por 30 dias. O Wilson falou comigo e eu cheguei a assinar. Como eu ia sair da Assembleia e não formou assinatura suficiente, eu procurei o Wilson no gabinete e riscamos o meu nome”, afirmou ao .
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De acordo com Chico, a retirada ocorreu ainda naquele momento, quando deixou o mandato temporário. Ele sustenta que, por não ser mais deputado após o fim da suplência, sua assinatura perderia validade. “Meu mandato era de 30 dias. Quando terminou, não fazia sentido manter meu nome. Não pedi retirada agora. Eu não incentivei nada disso. A única assinatura minha foi lá atrás, naquele ano”, declarou.
A CPI foi publicada antes do recesso parlamentar e reacendeu uma tentativa que se arrasta há cerca de três anos na Casa. A comissão terá prazo para investigar possíveis irregularidades na saúde estadual durante o período da pandemia.

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