
A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), revelou que seu antecessor Chico 2000 (PL) não fez a transição de legislatura. Com isso, não houve a apresentação de dados do fim da sua gestão para a nova Mesa Diretora.
Chico 2000 tentou se viabilizar à reeleição para presidência da Câmara. No entanto, não obteve êxito, enquanto Paula Calil recebeu apoio de 19 dos 27 vereadores.
Jesé Soares
Paula Calil informou que não tem detalhes da situação da Câmara por não ter conversado com Chico 2000. No dia 01 de janeiro, o ex-presidente da Casa foi empossado assim como os demais, porém, foi embora sem participar da eleição da Mesa, sob a justificativa de que faria uma “viagem”.
A nova presidente relatou que, por conta própria, tem procurado os secretários da gestão passada e feito um levantamento da situação da Câmara: “Nós não tivemos, é importante eu colocar aqui para vocês, que nós não tivemos a transição”.
“Eu cheguei aqui na quinta-feira e aí eu fui me apresentar em todos os setores e a gente foi chamando os funcionários para a gente tomar a ciência e a partir daí nós tomamos as medidas […] Nós temos um bom relacionamento, ele [Chico 2000] estava em viagem, retornou esta semana e ele vai fazer uma visita. Convidei ele para fazer uma visita e a gente conversar”, revelou.
Embora tenha negado a existência de qualquer atrito com Chico 2000, Paula Calil criticou a sua gestão por não ter se preparado para receber mais dois vereadores. A legislatura saltou de 25 para 27 parlamentares, a partir deste ano, porém, existem deficiências estruturais para comportar os 27 gabinetes.
“Realmente nós temos muitos problemas estruturais. E a gente está procurando atender as necessidades dos vereadores da melhor maneira possível. Vejam bem, que aumentaram dois vereadores e a Casa não se preparou de forma adequada para receber. Estamos em reforma. Todos já sabem onde vai ser o seu gabinete, onde vai ficar instalado, mas a gente vai arrumar”, avaliou.
Jessé Soares
Ela também mostrou favorável a fazer intervenções estruturais mais complexas, porém, precisa conhecer as finanças e a possibilidade de uma reforma. Além disso, destacou que diante do “ajuste fiscal” que a Prefeitura de Cuiabá, existe a possibilidade de devolução de recursos destinados ao Legislativo, caso não seja utilizados. O orçamento está estimado em R$ 102 milhões.
“É claro que nós vamos ter zelo pelo dinheiro público. Então que nós vamos cuidar, nós não vamos gastar dinheiro à toa. Se tiver que sobrar, se tiver que devolver, nós vamos devolver. Eu vou fazer a nossa parte. Eu ainda não tenho a total ciência do que tem”, concluiu.
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