
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) se mostra resistente à possibilidade do cantor sertanejo Gusttavo Lima disputar à presidência República em 2026, como representante da direita. Na avaliação do parlamentar, Gusttavo tem todo o direito de pleitar, mas ressalta que o país não pode repetir projetos similiares ao do palhaço Francisco Everardo, o Tiririca, eleito como o deputado federal mais votado de São Paulo em 2010 – hoje está no 4º mandato.
Em 2010, Tiririca foi eleito repetindo chavões como: “Pior do que tá não fica, vote no Tiririca”. Para o deputado mato-grosseense, os pretensos candidatos precisam ter o mínimo de preparo para ingressar na política, pois, se forem eleitos, terão capacidade de ajudar construir uma cidade e até mesmo um país melhor: “Todo brasileiro pode concorrer à um cargo público”.
“Se ele [Gusttavo] vai ser um bom presidente, só o tempo dirá, mas eu não acredito que você pode continuar nessa vibe que temos no país, de eleger pessoas que são ligadas à mídia. Tipo assim, um Tiririca da vida, tem que começar a eleger pessoas que tenham capacidade de realmente gerenciar o país”, disparou em entrevista à imprensa. Perguntado se acredita que o cantor tem a competência necessária, o deputado diz não saber: “Competência para gerir um país é uma coisa, joguinho do tigrinho é outra coisa”. E, depois, finaliza: “Se tiver competência, amém”.
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Na pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (3), Gusttavo Lima surge em 3º lugar, atrás de Lula (PT) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na modalidade estimulada, quando o nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. No entanto, Cattani rechaçou a “credibilidade” do levantamento. “Quanto à pesquisa, não sou muito fã de acreditar, já me enganei muito com ela”.
Cattani também rechaça a tese de que o cantor represente a direita do Brasil. Para ele, o único nome da direita é o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda que inelegível até 2030. Cattani acredita que o “Capitão” conseguirá recuperar os direitos políticos e encarar às urnas nas eleições de 2026.
“Isso está totalmente definido, nosso candidato é Jair Messias Bolsonaro […] Está inelegível porque se reuniu com embaixadores. Tiraram um ladrão da cadeia, não creio que seja tão difícil a gente reverter isso”, concluiu.

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