Cattani detona extorsão de empresários e vê cidadãos como reféns de facções

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), detonou a prática de extorsão promovida por facções e organizações criminosas a comerciantes de Várzea Grande e apontou como um dos culpados o Código Penal Brasileiro, que passa a sensação de impunidade. Nesta segunda-feira (10), a Gerência e a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), deflagrou a operação “A César o que é de César”.

Em entrevista ao , durabte visita à sede do portal, quando também concedeu entrevista ao Rdtv Cast, Cattani disse que comerciantes e a sociedade são reféns da criminalidade e que a tática de extorsão é uma prática antiga: “É um absurdo e por que que isso acontece? No meu entendimento, a Justiça é muito branda com esses camaradas”.

“Essa modalidade [de extorsão] é antiga. Todo mundo no estado de Mato Grosso sabe que onde o Comando Vermelho ou onde as facções [atuam], eles vão nos empresários e cobram pela segurança do estabelecimento. Isso aí todo mundo sabe. A polícia sabe, o governo sabe, todo mundo sabe”, emendou. Annie Souza/Rdnews

Gilberto Cattani (PL) durante entrevista ao Rdnews

Ele pontuou ainda que, em muitos os casos, os comerciantes sequer denunciam, com medo das retaliações contra os estabelecimentos e até mesmo contra suas famílias. Cattani defende um endurecimento no cumprimento de penas para que a tática seja desestimulada. “Um faccionado chega lá e cobra dele essa taxa de segurança. Ele pega e vai na polícia. Amanhã o cara vai na casa dele dando uma camaçada de pau nele, na mulher dele, nos filhos dele, fazendo barbaridades e ninguém faz nada”.

O deputado ressaltou que a sociedade brasileira vive um cenário de insegurança e se vê num verdadeiro cativeiro, enquanto a criminalidade têm tomado conta das ruas. “É só ver o muro das casas, o cidadão está totalmente refém. Quem está preso hoje é o cidadão. É só você passar em qualquer lugar de Cuiabá e ver os muros e as grades, quem é que está preso e quem é que está solto”, completou.

Recentemente, houve um caso em Paranatinga , onde um comerciante se recusou a efetuar o pagamento de taxas ao bando de faccionados, porém, acabou tendo o estabelecimento incendiado. Mais de 5 pessoas foram presas pela polícia e transferidas para unidades prisionais na Capital.

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Link da Matéria – via RD News

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