Casarão ao lado do Misc não será mais demolido, diz Prefeitura de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá decidiu pela não demolição do que restou da antiga Gráfica do Pepe, localizada ao lado do Museu de Imagem e Som de Cuiabá (Misc). Do imóvel resta apenas a fachada e, segundo a gestão municipal, é o que será mantido.

Em nota, a Prefeitura afirmou que estratégias da preservação foram tratadas nessa terça-feira (17), no Palácio Alencastro, em reunião liderada pelo prefeito Abilio Brunini (PL), com a presença da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Mato Grosso, Ana Joaquina da Cruz Oliveira; do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Botura Portocarrero; engenheiros da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras; e do engenheiro especialista em cálculos estruturais, professor Alberto Dalmaso.

Emanoele Daiane

De acordo com a prefeitura, não haverá mais a demolição controlada, que seguia orientação do Iphan Nacional. A partir da sugestão do prefeito, a equipe encontrou uma solução técnica para que a fachada, mesmo em colapso, não caia. A previsão é iniciar os trabalhos com a maior brevidade possível, considerando os preparativos e o aparato necessários para a execução dos serviços.

Para a superintendente do Iphan, compete ao órgão oferecer apoio técnico quanto à definição do que será feito na construção, enquanto a execução cabe à gestão municipal. “Estamos falando de um imóvel tombado. A execução é da prefeitura. O Iphan apoia no sentido de que essa solução esteja dentro da legislação vigente e não infrinja nenhuma norma”, afirmou.

Erlan Aquino

De acordo com a representante, a estratégia prevista por Abilio está em conformidade. “Inclusive, a proposta do prefeito vai mais ao encontro da atuação do Iphan do que a primeira proposta analisada, pois é voltada ao preservacionismo. Inicialmente, por questões emergenciais e de risco, cogitou-se a demolição. O que a Prefeitura entender como tecnicamente mais viável, o Iphan apoia, desde que siga a legislação vigente”, frisou Ana Joaquina.

O secretário de Planejamento destacou a necessidade de agilizar a ação. “É uma corrida contra o tempo, pois chuvas fortes podem comprometer todas as medidas. Por se tratar de uma ação extremamente delicada, exige atenção aos detalhes para agir com segurança e não perder o que resta da estrutura”, pontuou Portocarrero.

A Energisa, a Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública e o Corpo de Bombeiros também participam do processo para resolver a situação do imóvel, que é tombado pelo Patrimônio Histórico.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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