
Augusto Volpato e sua esposa, Julia Maria Asckar Volpato, se manifestaram, por meio de nota, alegando terem sido “absolutamente surpreendidos” ao se tornarem alvos de mandados judiciais, nesta quarta-feira (30), no âmbito da Operação Sepulcro Caiado. As investigações apuram o suposto desvio de mais de R$ 21 milhões dos depósitos judiciais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) . Augusto é filho do gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM) em Mato Grosso, João Gustavo Ricci Volpato, apontado como suposto líder do esquema .
Na nota, assinada pelo advogado Renan Serra, é apresentado que Augusto é apenas sócio formal de uma empresa de fomento mercantil (factoring) de caráter familiar, mas não exercia qualquer função de gestão ou representação ativa no período investigado.
PJC/MT
“Ele jamais exerceu qualquer função de gestão ou representação ativa da empresa no intervalo temporal investigado, período em que estava – como ainda está – exclusivamente dedicado a administração rural de propriedade familiar”, aponta a defesa.
Em relação à Júlia, a nota aponta que ela teria apenas recebido valores em sua conta bancária oriundos de transferências realizadas pelo próprio esposo, “dentro do contexto normal da vida conjugal”, segundo o advogado. Ela nega também qualquer ligação com os fatos sob investigação.
O casal reiterou sua “total inocência e desconhecimento sobre as transações narradas” e informou que irá prestar todos os esclarecimentos às autoridades. A defesa também anunciou que irá adotar as medidas jurídicas cabíveis para tentar reverter as decisões judiciais proferidas durante a operação.
Sepulcro Caiado
A Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), investiga um suposto esquema criminoso de lavagem de dinheiro envolvendo empresários, advogados e servidores públicos.
São cumpridos mais de 160 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão, 16 ordens de bloqueio judicial totalizando mais de R$ 21,7 milhões, além de 46 quebras de sigilo fiscal e bancário e sequestro de 18 veículos e 48 imóveis. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e na cidade de Marília (SP).
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