
O casal Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Secchi negou envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, assassinado em Cuiabá no dia 06 de julho de 2024. Além dos acusados, oitivas de testemunhas de acusação e defesa realizadas foram realizadas entre segunda (02) e quinta-feira (05).
Conforme apurado, os dois se recusaram a responder as perguntas do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o que frustrou os promotores que atuaram no caso. Durante o depoimento, eles disseram que não teriam motivo para matar o advogado porque já havia um acordo sendo construído para resolver a situação das terras que motivaram o assassinato.
O policial militar Heron Teixeira Pena Vieira reafirmou diante do juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, que foi responsável por planejar o crime. Ele depôs na condição de réu pelo crime.
Ocorre que a investigação sobre a morte de Renato Nery foi divida em três processos distintos. O primeiro já pronunciou Heron e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, o que significa que eles devem ser julgados pelo tribunal do júri.
As audiências realizadas na última semana são do segundo processo, que incluem os mandantes. Já o terceiro processo diz respeito ao confronto forjado que permitiu o esclarecimento do assassinato do advogado.
Por sua vez, Jackson Pereira Barbosa, apontado como sendo o contato do casal com Heron, permaneceu em silêncio. Já o acusado Ícaro Nathan Santos Ferreira se dispôs a responder as perguntas tanto da defesa como do Ministério Público, mas negou ser o responsável por fornecer a arma do crime e fazer o repasse do pagamento.
Na quinta-feira (05), o advogado Walmir Cavalhieri, que representa a família de Renato Nery, disse acreditar que o juiz decida ainda neste mês se os quatro acusados vão ou não ser julgados pelo tribunal do júri.
Com o fim das oitivas, a defesa e o Ministério Público terão um prazo para se manifestar sobre o andamento do processo. Posteriormente, o juiz proferirá a sua sentença.
O crime foi registrado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, quando ele chegava para trabalhar em seu escritório.
A motivação do assassinato teria sido a disputa por uma área com 12 mil hectares na cidade de Novo São Joaquim. Após o crime, o casal acusado de ser mandante entrou em um acordo com a família de Nery, encerrando a questão.

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