
Após o tradicional desfile das escolas de samba e blocos de enredo em Cuiabá, ocorrido no fim de semana que antecedeu o Carnaval, onde o bloco carnavalesco Império Casa Nova foi vitorioso, sua fundadora, Berenice Carmen da Silva – que tem mais de 40 anos de carnaval – destacou que viu a evolução e decadência da celebração na Capital. Segundo ela, este ano pôde presenciar o renascimento da folia, fazendo uma comparação a ave mitológica fênix, que renasce das cinzas.
Em visita ao Grupo e entrevista exclusiva ao Rdtv Cast, Berenice e o integrante da Liga de Blocos e Escolas de Samba de Cuiabá, Daniel Vitor Abreu falaram sobre as dificuldades passadas em anos anteriores e o vislumbre de uma nova era do carnaval em Cuiabá. Rodinei Crescêncio/Rdnews
Da esquerda para a direita, Daniel Vitor Abreu, Stephany Aguiar (rainha vitoriosa da Escola de Samba Payagués) e Berenice Carmen da Silva, em entrevista ao Rdtv Cast.
Berenice relatou, sem citar nomes, que, devido às lideranças responsáveis pela celebração nos últimos anos, o carnaval na Capital estava “praticamente morto”. Segundo ela, após o apoio do governo do Estado e da atuação da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) as coisas parecem estar tomando um rumo diferente, mais positivo.
“Na minha opinião, [o carnaval] está renascendo como uma fênix, das cinzas, porque já estava praticamente morto em Cuiabá. Dependendo de quem estava aí no comando (…) agora, depois que a Secel tomou conta, está ressurgindo das cinzas e está sendo maravilhoso, gostoso de trabalhar. Estamos adquirindo a credibilidade novamente, que nós tínhamos perdido”, afirmou Berenice. “ O carnaval é uma manifestação cultural, da cultura popular, e também precisa de investimento” Daniel Vitor Abreu
Questionados sobre a falta de investimento da prefeitura de Cuiabá, neste carnaval, Daniel afirmou que já era algo esperado. Segundo ele, todo ano o carnaval era aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA), mas isso não aconteceu neste ano. O carnavalesco apontou que há um diálogo com a prefeitura para uma parceria em 2026.
“O carnaval é uma manifestação cultural, da cultura popular, e também precisa de investimento. O Estado já deu a garantia que, a partir de agora, vai investir, ele vai fomentar, ele vai fazer com os blocos de escolas de samba tenham o seu espaço no carnaval”, disse Daniel.
O integrante da Liga destacou ainda que o investimento do poder público no carnaval não é retirado de outros setores como Saúde ou Educação e sim um capital previsto no orçamento e destinado à Cultura. Segundo ele, ouve-se muito que o carnaval “atrapalha a Saúde”, mas Daniel apontou que, na verdade, o que atrapalha de fato é o “mal investimento”.
“Não é porque a saúde está um caos ou a cidade está cheia de buraco que nós vamos parar de fazer manifestação cultural. Nós vamos lá, vamos fazer, porque essa cultura também gera emprego, ela gera renda. O carnaval nunca foi um impedimento para a Saúde, Infraestrutura, Educação… Inclusive, o carnaval é um fomento. A gente contrata professor para fazer sinopse, contrata costureira. Então, a gente envolve todo o núcleo e consegue, de fato, movimentar a economia”, apontou.
Confira, abaixo , a íntegra da entrevista do casal Cattani ao Rdtv Cast:
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