
Camila Martins de Almeida, mãe de 6 filhos, é cadeirante e vive uma situação de desespero por conta da falta de recursos financeiros para sustentar suas crianças. Ela luta na Justiça para obrigar dois pais a pagarem pensão a dois filhos. Camila conseguiu ajuda para contratar um advogado, mas o processo não avançou e agora ela teme que a situação da família piore.
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A cadeirante está paraplégica há 6 anos e vive sozinha com os 6 filhos no Distrito da Guia, em Cuiabá. Familiares tentam ajudá-la, porém, não é o suficiente para arcar com todos os custos do lar. Isso a motivou, mais ainda, a buscar o direito dos filhos na Justiça.
“Duas pensões. Os pais, um não quer assumir, o outro assumiu, mas não paga pensão há tempos. Assim, paga um pouquinho e paga quando quer, tem 4 meses que ele não paga”, disse ao .
Camila já buscou a Defensoria Pública de Mato Grosso, mas desistindo do processo porque mora muito longe e tem dificuldades de locomoção. Por causa disso, ela decidiu buscar ajuda e conseguiu contratar um advogado.
“Procurei a Defensoria, paguei um advogado com a ajuda de uma pessoa, mas essa situação, mesmo pagando advogado, sem poder e consegui, eu não estou obtendo resultado e a situação está se agravando, a minha situação hoje precisa da atenção de um juiz”, clamou.
O advogado contratado diz a Camila que o caso demora, porém, ela já está há um ano aguardando resposta. Ela hoje vive com uma aposentadoria de menos de R$ 1 mil para arcar com todos os custos da casa.
“É aposentadoria, mas tive que fazer empréstimo para arcar com todas as despesas de casa, aí a conta foi lá pra cima. Esse valor que eu recebo hoje é menos de R$ 600 do LOAS”.
Para quem puder ajudá-la, o contato pode ser feito pelo número (65) 99611-5279. Camila disse que qualquer ajuda é bem-vinda.
“Eu estou aqui fazendo um apelo, eu não sei o que fazer mais, estou numa situação que estou precisando até de psicólogo. Preciso de ajuda urgentemente, porque cheguei ao extremo”, relatou.
O entrou em contato com a Defensoria Pública de Mato Grosso. O órgão orienta que Camila procure o Núcleo da Defensoria na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA), que as equipes darão entrada nos trâmites necessários e, depois, ela pode ir acompanhando o processo pelos meios eletrônicos disponibilizados pelo órgão.

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