Cada voto de Abilio custou mais de R$ 70; Lúdio “pagou” R$ 63 – saiba

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O primeiro turno das eleições em Cuiabá, realizado no último dia 06, movimentou mais de R$ 36 milhões nas campanhas dos quatro candidatos que disputaram a Prefeitura, Lúdio Cabral (PT), Abilio Brunini (PL), Eduardo Botelho (União Brasil) e Domingos Kennedy (MDB). Com os partidos investindo “pesado” nos candidatos.  Saiba quanto custou cada voto recebido.

Eleitos para o segundo turno, que acontece no dia 27 de outubro, Lúdio arrecadou pouco mais de R$ 10,6 milhões e gastou cerca de R$ 5,7 milhões. Ele recebeu 90.719 votos válidos, ou seja, cada voto custou ao petista cerca de R$ 63,69.

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Já o bolsonarista Abilio recebeu pouco mais de R$ 9 milhões para custear o primeiro turno. Deste valor, gastou cerca de R$ 8,8 milhões. Abilio foi eleito para o segundo turno com 126.944 mil votos válidos. Ou seja, cada voto custou  aproximadamente R$ 70,06.  

Já o derrotado Eduardo Botelho foi quem mais arrecadou recursos para a campanha, cerca de R$ 13,6 milhões. Ele gastou pouco mais de R$ 10,5 milhões e recebeu 88.977 mil votos válidos. Cada voto custou ao candidato cerca de R$ 118,15.  

O último lugar na corrida pela Prefeitura, o empresário Domingos Kennedy foi quem teve a campanha mais barata. Ele arrecadou pouco mais de R$ 2,7 milhões e gastou cerca de R$ 2,4 mi. O emedebista ficou em último lugar na preferência dos eleitores e recebeu apenas 13.805 votos válidos. Apesar de ser a campanha com menos recursos, Kennedy “pagou mais” por cada voto, que custou em média R$ 180,63.

Vale ressaltar que para o primeiro turno em Cuiabá, foi estipulado o valor de R$ 13,3 milhões como limite de gasto. Já para o segundo turno o valor é de R$ 5,3 milhões.

Todas as informações relacionadas aos recursos financeiros e despesas de cada candidato estão disponíveis no site de divulgação das contas do  Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Todos os candidatos devem respeitar o limite de gastos para a realização de suas campanhas e para a contratação de pessoal, caso contrário, o candidato está sujeito a multa de 100% sobre o valor que ultrapassar o limite. Além disso, também podem ser enquadrados no crime de abuso de poder econômico.

Os gastos da campanha eleitoral são bancados com dinheiro público registrado junto à Justiça Eleitoral e deverão ser movimentados por meio de uma conta corrente aberta exclusivamente para este fim. Ao final das eleições, os partidos e coligações devem prestar contas de como o recurso foi utilizado.

O não envio dessa informação ou o envio dos dados que não condizem com a realidade da prestação de contas caracterizam-se infração grave que, inclusive, pode levar à desaprovação de contas, que será analisada em novembro de 2024, no período de análise da prestação de contas final de campanha eleitoral.

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