Brasil perde guerra para facções, diz Mauro após execução em Aripuanã

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) falou em uma guerra de facções e voltou a reclamar de “leis frágeis”, após o homicídio de José Esponton, de 46 anos, popularmente conhecido como “Zé Gavião” . O crime aconteceu no sábado (28), em um posto de combustível na Avenida 2 de Dezembro, em Aripuanã (a 958 km de Cuiabá).

Questionado sobre como a polícia ia agir no caso, o governador salientou que as forças de segurança vão agir do mesmo jeito onde agem em cidades onde a guerra de facções é mais presente, como em Sorriso. “Vai agir com a gente tem agido. Toda vez que tem algum incidente, nós temos um excelente nível de elucidação de crimes aqui no estado. Lá não vai ser diferente, nós vamos atuar firmemente”, destaca.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

“Agora, está triste. A gente tá perdendo essa guerra no Brasil para as facções criminosa. Porque todo dia você vê um organizado, se movimentando, aumentando a situação e o poder público batendo a cabeça com essas leis e com a atuação inadequada que ao meu ver existe aí nessa relação governos estaduais com o Governo Federal”, completou Mauro Mendes.

O governador novamente falou sobre o “prende e solta” do Judiciário e lembrou sobre o projeto da senadora Margareth Buzetti (PSD), para que cada estado possa legislar da sua própria maneira. “Se nós pudéssemos legislar como acontece nos Estados Unidos, cada estado legislar em matéria de Direito Penal, com certeza as coisas seriam diferentes”.

“Só que hoje nós prendemos, aí vem um juiz e solta. Tem pessoas que foram presas cinco, seis vezes e solto num ano por alvará de soltura. Quer dizer, é impossível isso. Cara que não é réu primário, prende e solta. Nós temos um elemento que foi preso seis vezes esse ano e saiu da cadeia seis vezes com o alvará de soltura”, pontuou.

Morte de Zé Gavião

Como já publicado pelo , Zé Gavião foi morto no sábado. Ele era líder de uma cooperativa de garimpeiros de Aripuanã.

Supostos membros da facção criminosa  Comando Vermelho  enviaram mensagens em grupos de conversas instantâneas da cidade confirmando a autoria do crime e associando o garimpeiro à milícia, juntamente com políticos e policiais da cidade, chegando a dizer que possuem provas contra a prefeita do município e candidata à reeleição, Seluir Peixer Reghin (União Brasil). Ela nega qualquer envolvimento no caso.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos estavam em uma Honda Bros e se aproximaram da mesa onde as vítimas estavam, quando o que estava na garupa desceu e começou a atirar. Em seguida retornou para a motocicleta onde o condutor lhe esperava. Os suspeitos fugiram do local após o crime.

De acordo com a imprensa local, amigos de José o colocaram em uma caminhonete e o socorreram até o Hospital Municipal Santo Antônio, porém o garimpeiro morreu antes de chegar à unidade médica. 

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