Braço direito de ‘Dandão’ é alvo de operação contra facção em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Arpão, com o objetivo de desarticular a atuação de um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado diretamente a Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, o “Dandão”‘, apontado como uma das lideranças da organização em Mato Grosso. Sebastião está preso desde agosto de 2025. 

 

De acordo com as informações divulgadas pelo órgão, ao todo, são 18 ordens judiciais, entre as medidas estão mandados de busca e apreensão, além de determinações cautelares diversas da prisão e o sequestro de imóveis e veículos de alto padrão supostamente utilizados pelo grupo.

 

As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em Cuiabá.

 

Conforme a apuração, o grupo utilizava estratégias típicas de lavagem de dinheiro, como registro de bens em nome de terceiros, movimentações financeiras fracionadas e uso de pessoas interpostas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

 

 

Operador financeiro

O principal alvo da operação é W.A.F., conhecido como “Tubarão”, que possui vínculo familiar com o líder da facção, “Dandão”. Segundo a investigação, ele atuava no gerenciamento e na ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

 

O investigado utilizava familiares e pessoas próximas como “laranjas” para registrar bens e movimentar valores, com o objetivo de dissimular a origem do dinheiro e esconder o verdadeiro proprietário do patrimônio.

 

Entre os bens identificados estão veículos e imóveis de luxo registrados em nome de terceiros, mas que seriam utilizados e controlados pelos investigados. Alguns desses bens são avaliados em mais de R$ 500 mil.

 

A polícia também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, como depósitos em espécie, transferências fracionadas e pagamentos de alto valor em curto período, o que reforça os indícios de ocultação de patrimônio.

 

Sequestro de bens

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes representou pelas medidas judiciais contra os investigados, com o objetivo de impedir a dissipação dos bens suspeitos e garantir eventual ressarcimento ao Estado.

 

“O foco da operação é aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos e comprovar os crimes antecedentes que teriam gerado os valores utilizados na aquisição dos bens”, explicou o delegado.

 

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais também buscam apreender documentos, celulares, computadores e registros financeiros que possam ajudar a mapear a estrutura financeira do grupo criminoso.

 

Origem do nome

O nome da operação faz referência ao arpão, instrumento utilizado para capturar grandes peixes, em alusão direta ao apelido “Tubarão”, dado ao principal alvo da investigação. (Com assessoria)

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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