
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teve prisão domiciliar por 90 dias autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (24), recebeu 206 atendimentos médicos em 56 dias enquanto esteve detido na Papudinha, em Brasília.
A informação consta na decisão de Moraes que concedeu a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.
Em média, Bolsonaro recebia três visitas médicas por dia.
Fábio Vieira/Metrópoles
Durante os quase dois meses em que esteve detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como “Papudinha”, Bolsonaro também recebeu mais de 15 políticos e aliados — sem contar os encontros com os filhos.
Segundo levantamento incluído na decisão desta terça-feira, foram 40 visitas de pessoas que não eram familiares do ex-presidente.
Após os encontros, parlamentares afirmaram à imprensa que discutiram com Bolsonaro articulações políticas e repassaram impressões do ex-presidente sobre temas ligados às eleições gerais deste ano.
Foi, inclusive, após uma dessas visitas que um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL), anunciou ter sido escolhido pelo pai como candidato do partido à Presidência da República neste ano.
Preso por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está impedido de disputar as eleições após condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda assim, segue como um importante articulador político, mesmo preso.
A autorização para o regime domiciliar por 90 dias foi concedida em razão do quadro de saúde. Em 13 de março, Bolsonaro deixou a unidade prisional para ser internado em um hospital particular em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia.
Ao todo, ele passou 11 dias na unidade de terapia intensiva (UTI) antes de ser transferido para o quarto. O ex-presidente ainda não tem previsão de alta.
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