
Patrícia Sanches/Rdnews
O ex-governador e megaempresário Blairo Maggi (PP) avalia que a gestão do presidente Lula (PT) à frente do Brasil tem desempenho positivo, apesar dos percalços impostos pelo cenário nacional e internacional. Embora ele não cite diretamente, as guerras, especialmente a mais recente envolvendo o Irã e Estados Unidos, têm impactado negativamente grande parte dos países.
“Boa gestão, eu acho. Diferente de muita gente que avalia que o país está sem rumo, degringolado. Não. Tudo isso faz parte de um conjunto de conjunturas”, opinou Blairo, que também foi senador e ministro da Agricultura.
Na sequência, relatou ter ouvido recentemente de um amigo, que ocupou cargo semelhante — sem citar nomes —, que a experiência no poder ensina que nem sempre é possível fazer tudo o que se deseja. “Você faz aquilo que é possível. Acho que, dentro do possível, está indo bem”, afirmou, frisando que o interlocutor não foi Mauro Mendes, que deixou o governo na semana passada.
Apesar da avaliação positiva do governo petista, Blairo disse que ainda não definiu quem apoiará na disputa pelo Palácio do Planalto. Como empresário do agronegócio, destacou que Mato Grosso vive forte polarização política e que mantém diálogo com diferentes grupos.
“Sou empresário, tenho boa relação com todos os lados. Às vezes, a minha referência pessoal não conta tanto nesse meio, mas também não vou fazer campanha. Já passei dessa fase. Já assumi os riscos que precisava e defendi quem tinha que defender dentro dos arcos de aliança. Muitas vezes você defende alguém em quem nem acredita tanto, mas que faz parte do grupo”, declarou.
O ex-governador afirmou que seguirá com essa postura, embora já tenha definido apoios em outras disputas. Ele é favorável à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e apoia, para o Senado, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o senador Carlos Fávaro (PSD) – que é mais ligado à esquerda e foi ministro de Lula até a semana passada.
Por fim, Blairo avaliou que o Brasil deve enfrentar uma nova onda de polarização, com ânimos acirrados, comparáveis a rivalidades esportivas como Flamengo x Fluminense e Grêmio x Internacional.
Apesar disso, defendeu que as divergências fiquem restritas ao campo político. “Que as famílias saibam separar esse momento. Terminou a política, terminou tudo”, concluiu.

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