
O presidente do diretório estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e ex-deputado federal, Carlos Bezerra (MDB), avaliou que a “questão do bolsonarismo” foi uma atenuante para o enfraquecimento do partido nas eleições de 2024, mas acredita que seja um movimento passageiro. Ele não vê o partido fraco e ainda negou conversas de bastidores de que vá permanecer a frente do partido no próximo ano e que tem o “direito de descansar”.
“Foi uma coisa eventual, a questão do bolsonarismo não foi só aqui. Foi em São Paulo, foi em vários estados brasileiros, mas isso é uma onda passageira. O partido subsiste, é o partido mais antigo do Brasil e vai continuar sobrevivendo”, defendeu.
Bezerra ainda acrescentou que uma mudança de eleitorado não foi a razão das mudanças de escolhas políticas no pleito, mas sim o momento político vivido no país. “É como o Magalhães Pinto lá de Minas dizia, política é como as nuvens, elas passam”, argumentou.
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O cacique do MDB em Mato Grosso ainda sinalizou que para as próximas eleições o partido não deve se direcionar “nem à esquerda, nem à direita”, mas manter a sua própria proposta de “desenvolvimento econômico com justiça social”.
Questionado sobre sua aposentadoria à frente da sigla, Bezerra negou movimentos de bastidores que apontavam um recuo em seu afastamento e disse que vai deixar a vida política. “Tá resolvido isso, vou me afastar da vida pública, eu tenho o direito de descansar um pouco. O pessoal novo vai tocar as coisas, o partido é grande e eles têm competência para tocar”, disse.
Referente ao seu sucessor, o político reforçou que as eleições internas do partido para decidir quem ocupará o lugar deixado por ele serão em 28 de agosto deste ano e a decisão passará por toda a base e não será imposta.

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