
O deputado federal Nelson Barbudo (PL) classificou como “aberração” a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca por fim a jornada de trabalho 6×1. Segundo ele, os trabalhadores que defendem a medida querem fica “à toa”. A proposta, apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já tem gerado discussão no Congresso Nacional.
“A PEC é uma aberração. Não tem país no mundo que o patrão vai pagar 3 dias para o funcionário ficar à toa”, disse Barbudo, nessa segunda-feira (25). “O funcionário que quer folgar 3 dias, pode. Ele pode falar para o patrão: eu quero trabalhar 4 dias e nos 3 dias quero folgar. Pronto, ele não vai receber. Sou favorável ao modelo americano, horas trabalhadas e ponto final”, completou o bolsonarista, defendendo a livre negociação entre empregadores e empregados.
Barbudo também considera a PEC, denominada Vida Além do Trabalho, como “populista”. Para ele, o objetivo de Erika Hilton é “fazer graça” com seus eleitores.
“Sou favorável a uma PEC onde sentam na mesma mesa, os funcionários, os patrões, os sindicalistas. A deputada propôs aquela PEC como medida populista. Simplesmente tirar 3 dias e fazer o empresário pagar, não vai funcionar. Qualquer menino de 16 anos sabe que essa deputada do PSOL colocou essa PEC para fazer uma graça para os eleitores que acham que consegue ser aprovada”, pontuou.
Escala 6×1
A escala 6×1 é comum em setores da economia como comércio, restaurantes e supermercados. Os funcionários com carteira assinada trabalham 6 dias consecutivos e têm um dia de descanso remunerado, respeitando as 44 horas semanais estabelecidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Já a PEC Vida Além do Trabalho propõe que a duração da jornada não seja superior a 8 horas diárias e 36 semanais, com jornada semanal de 4 dias trabalhados e 3 de descanso. Com isso, seria implantada a escala 4×3. A própria Erika Hilton admite que o texto pode ser ajustado através do debate.
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