Barbudo critica invasões do MST e cita postura permissiva do Governo Federal

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O mês de abril marca um período de tensões no campo, com as invasões de terras lideradas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), por meio do evento conhecido como “Abril Vermelho”. O deputado federal Nelson Barbudo (PL-MT) critica essas ações e acusa uma “postura permissiva” do Governo Federal frente a esse cenário.

Segundo Barbudo, as invasões realizadas pelo MST não são meros protestos, mas sim “ações criminosas e orquestradas”. Ele destaca também que, apesar das repetidas invasões, o governo federal tem demonstrado “conivência” com esses grupos, não tomando as medidas necessárias para garantir a ordem e proteger os proprietários de terras.  Vinicius Loures

Deputado Federal Nelson Barbudo.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), da qual Barbudo faz parte da diretoria, tem denunciado a escalada das invasões, que já atingiram vários estados e continuam a crescer. Em 2025, por exemplo, o MST realizou cinco invasões antes mesmo do “Abril Vermelho” começar oficialmente. Em 2024, foram 28 ocorrências em diversas regiões do Brasil. “É evidente que o movimento tem se fortalecido com o respaldo do governo, que, ao invés de proteger os produtores rurais, facilita suas ações, colocando em risco a segurança no campo e o abastecimento alimentar do país”, criticou Barbudo.

Em março deste ano, o MST realizou invasões em terras na Bahia, Ceará e Espírito Santo, com foco na “Jornada de Luta das Mulheres”, um evento preparatório para o “Abril Vermelho”. A situação se agravou após o governo federal anunciar a desapropriação de imóveis rurais, uma medida comemorada pelo MST, mas vista como insuficiente por muitos. “O governo está apostando em soluções temporárias e políticas, ao invés de garantir o cumprimento da legislação”, afirmou Barbudo.

Além disso, o deputado criticou a alocação de recursos públicos para atender demandas do MST. “São recursos que poderiam ser usados para fortalecer a agricultura, mas estão sendo direcionados para esses grupos, em uma clara tentativa de agradar ao movimento em troca de apoio político”, disparou Barbudo.

O deputado também citou as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais, que, segundo ele, têm sido prejudicados por políticas como a suspensão do Plano Safra, a falta de crédito rural e as altas taxas de juros. “Enquanto isso, o MST e outros movimentos ilegais continuam a crescer, aumentando a violência no campo e comprometendo a produção de alimentos”, alertou o parlamentar.

A crítica de Nelson Barbudo se estende ainda à gestão da reforma agrária, que, segundo ele, tem sido “usada como uma moeda de troca política”. A recente alteração na Instrução Normativa (IN) nº 132, que facilitou a destinação de terras para grupos organizados, foi vista pelo deputado como uma forma de “aparelhar o processo e atender aos interesses do MST”. “A reforma agrária não pode ser um jogo político, ela deve atender aos reais interesses do desenvolvimento agrário e social do Brasil, sem atropelar a segurança jurídica e o direito de propriedade”, concluiu.

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Link da Matéria – via RD News

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