
O deputado estadual e presidente do PSDB em Mato Grosso, Carlos Avallone, lamentou o fim iminente da sigla, em meio às conversas para fusão ou incorporação à outra legenda, mesmo sendo um partido histórico à nível nacional. O esvaziamento do partido é o principal fator para que a agremiação busque parceiros para se fortalecer. Na mesa de negociações, há a possibilidade de alianças com o PSD e o MDB.
Rodinei Crescêncio
Segundo o parlamentar, trata-se de um “triste fim” de um partido que teve grandes nomes, porém, hoje, vive realidades diferentes em quase todos os estados brasileiros. Embora haja os resistentes à ideia, os líderes do PSDB não enxergam outra saída, visto o claro derretimento no grupo político.
“Eu estou muito chateado com essa posição que acabou chegando do PSDB a nível nacional. Nós estamos a um ponto de fazer uma fusão ou uma incorporação, pelo que eu estou vendo na imprensa nacional e pelo que eu estou falando que o presidente Marconi Perillo, com o MDB ou com o PSD. E lógico que me dá uma frustração muito grande”, comentou nessa quarta-feira (5).
Neste cenário, o deputado analisa seu futuro político, tendo como meta seguir em um partido de centro, acompanhado de “sua base” em Mato Grosso, para demonstrar força. Conforme as regras eleitorais, partidos que se fundem ou se incorporem, devem, obrigatoriamente, permitir que os filiados tenham opção de seguir no partido fundido ou migrarem para outras siglas, sem qualquer tipo de penalidade.
“Aqui em Mato Grosso eu vou aguardar estas decisões e vou tomar uma decisão junto com os eleitos pelo PSDB e as lideranças do PSDB. Eu não me sinto à vontade de, em Mato Grosso, tomar uma posição sozinho. Acho que aqui nós temos que ir em conjunto. Se for para ir para um desses dois lugares, temos que ir junto, e se for para escolher um novo caminho, que seja também em conjunto. Para a gente chegar com um grupo que tenha um peso para participar de qualquer outra [agremiação]”, argumentou.
Em Mato Grosso, Avallone confessou que se simpatiza mais com o MDB, no entanto, precisa tratar com os membros do PSDB no estado, para fazer um movimento em bloco. Aliás, membros do MDB contam com a debandada para fortalecerem os projetos para as eleições de 2026, tendo cargos em disputa como deputados estadual e federal, senador e governador.
“O MDB, se for a escolha nacional, seria um caminho natural porque o PSDB nasceu de uma dissidência do MDB. Então seria um caminho até natural. É importante que seja um partido de centro. Eu não me vejo em um partido nem ligado à extrema-direita nem ligado à extrema-esquerda. Eu vou estar – e aqueles que saírem junto comigo – em um partido mais de centro”, completou.
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