
Edgar Ricardo Oliveira, réu confesso da chacina que resultou na morte de sete pessoas, em Sinop (a 480 km de Cuiabá), alegou que o advogado criminalista Marcos Vinicius Borges só aceitou defendê-lo para “divulgar o nome dele na mídia”. Borges deixou a defesa de Edgar dias antes da audiência de instrução alegando motivos particulares. A acusação de Edgar foi feita durante o Tribunal do Júri, que é realizado nesta terça-feira (15).
Durante seu depoimento, Edgar afirmou que outras testemunhas poderiam ser arroladas no processo para comprovar sua história. Ao ser alertado de que isso deveria ser feito antes do julgamento, Edgar disse que não foi assistido pelo criminalista.
“Eu não fui assistido, eu não tive advogado. O meu defensor [Marcos Vinícius] só apareceu aqui para falar comigo praticamente no dia da audiência de instrução. A única coisa que ele queria era divulgar o nome dele na mídia, como todo mundo sabe. Ele usou da minha imagem e do sofrimento de 9 famílias”, acusa.
Reprodução
“O advogado que [era] para me representar foi contra mim praticamente. Porque ele não me deu chance de defesa, ele mandou eu inventar uma história sobre o [Maciel] Bruno [uma das vítimas]”, completa.
No dia 3 de junho deste ano, a 15 dias do início do Tribunal do Júri, Marcos Vinicius Borges comunicou, em termo de renúncia, que iria deixar a defesa de Edgar . O criminalista não apontou as razões que o fizeram tomar a decisão de abandonar a representação. Apenas alega “motivos de foro íntimo”.
Em seguida, o defensor público Ricardo Bosquesi assumiu o caso. Edgar também afirmou que o defensor não falou com ele.
“Eu consegui conversar com esse defensor público, e esse defensor só conversou comigo um dia, dizendo que estava assumindo e que iria adiar o Júri. A última vez que tive contato novamente com ele foi minutos antes da audiência. Eu fui ouvido por quem?”, salienta.
“Advogado ostentação”
Após a repercussão com o caso, Marcos Vinicius ganhou fama nacionalmente. Bastante engajado nas redes sociais, ele tem mais de 83 mil seguidores. Em seu perfil, ele compartilha desfechos dos casos que advoga, como também passou a ministrar cursos de marketing jurídico e esbanjar uma vida de luxo, com carros e mansões.
Por conta da situação, ele chegou a ter seu registro de atuação profissional suspenso. Ele depois fez um acordo com a OAB, criando o perfil profissional e, atualmente, advoga normalmente.
Nas últimas eleições municipais, ele acabou eleito vereador por Sinop, com 1.261 votos e vai atuar entre 2025 e 2028.
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