
O mato-grossense Almir dos Santos desabafou nesta terça-feira (25) após perder a medalha de bronze com 17,22 m no salto triplo no Mundial de atletismo Indoor, em Nanquim, na China. O atleta de 31 anos chegou a erguer a bandeira do Brasil depois do grande salto, mas acabou sendo desclassificado devido a uma irregularidade na conduta com o calçado que ele disputou a prova.
Natural de Matupá, no Mato Grosso, Almir dos Santos usou as redes sociais para expor o sentimento de tristeza após receber a notícia que ele perdeu o título do terceiro lugar no Mundial. O finalista olímpico no salto triplo nas Olimpíadas de Paris afirmou em “Carta Aberta” que está destruído por dentro.
Reprodução/Instagram
“Voltar ao topo do mundo depois de tudo o que passei foi mais que uma vitória. Foi um renascimento. Mas quando esse momento me é arrancado, sem que eu pudesse me defender… sobra um silêncio doloroso. Não falo aqui de regras, de decisões ou de culpados. Falo de tudo o que essa medalha representava. Falo do peso de um legado, de uma carreira construída com luta, suor e fé”, escreveu o triplo-saltista de Mato Grosso.
Essa seria a segunda medalha de Almir em mundiais, quando a 1ª aconteceu em 2018, em Birmingham. Na ocasião, o brasileiro foi prata em 2018. O atleta tem ainda uma prata nos Jogos Pan-Americanos de 2023, também no salto triplo.
A medalha de ouro no salto triplo no Mundial de Indoor ficou com o italiano Díaz Hernández (17.80m), enquanto a prata foi do chinês Yaming Zhu (17.33). Hugues Fabrice Zango, de Burkina Faso, ficou com o bronze.
Segundo a Confederação Brasileira de Atletismo, Almir dos Santos usou uma sapatilha que não estava na lista das aprovadas pela World Athletics. O recurso ao resultado do mato-grossense foi apresentado pelo quarto e quinto colocados na final.O Time Brasil ainda apresentou uma apelação, que não foi aceita.
“As sapatilhas fazem parte de indumentária de uso livre dos atletas, que estão autorizados a utilizar material de patrocinador próprio – o que é o caso de Almir Júnior. O atleta alegou que não tinha a informação de seu patrocinador de que a sapatilha usada na final não era permitida, e de que o material havia sido checado pela organização do Mundial na câmara de chamada, ou seja, antes da entrada na pista para final”, explicou a CBAt.
Wagner Carmo/CBAt
Com uma delegação de 17 atletas – 5 mulheres e 12 homens –, o Brasil disputou no último final de semana o Campeonato Mundial Indoor de Atletismo, que é o primeiro Mundial do ciclo olímpico de Los Angeles-2028, onde reuniu 576 atletas (264 mulheres e 312 homens) de 127 países.
Leia a íntegra da Carta Aberta
Estou tentando ser forte… Mas a verdade é que estou destruído por dentro.
Essa carta é pra quem me acompanha. Pra quem acredita no esporte. Pra quem entende que por trás de uma medalha, existe uma história.
Voltar ao topo do mundo depois de tudo o que passei foi mais que uma vitória. Foi um renascimento. Mas quando esse momento me é arrancado, sem que eu pudesse me defender… sobra um silêncio doloroso.
Não falo aqui de regras, de decisões ou de culpados. Falo de tudo o que essa medalha representava. Falo do peso de um legado, de uma carreira construída com luta, suor e fé.
Escrevi essa Carta Aberta porque precisava dividir com vocês o que tô sentindo.
Porque tem coisas que não dá pra guardar.
E porque tem momentos que mudam tudo — pra sempre.
Obrigado a todos que seguem do meu lado.
Ainda não acabou.
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