Assumir prefeitura com orçamento menor será desafiador, avalia Cláudio

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O prefeito eleito em Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), afirmou que terá um grande desafio pela frente em sua gestão, que começa em 2025: assumir a administração municipal com dívidas e um orçamento cerca de 3% menor que o de 2024, o que vai na contramão do que acostuma acontecer de um ano para o outro nas contas das prefeituras. Neste ano, o orçamento foi de R$ 2,2 bilhões, um aumento de 5% em relação ao de 2023. 

Rodinei Crescêncio

O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025, prevê um orçamento total final de R$ 2,19 bilhões, valor menor que o anteriormente previsto no projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2025, que era de R$ 2,3 bilhões.

“Pela primeira vez, nós vamos ter um orçamento menor para o ano seguinte do que o ano anterior. Então, essa gestão agora já estimou o orçamento para o ano que vem, sendo cerca de 3% menor do para o ano de 2025, isso pode ser a sinalização de um novo ciclo. Nós temos que ser prudentes. Temos desafios no campo financeiro e fiscal, principalmente porque o prefeito atual contraiu muitas dívidas”, afirmou Cláudio Ferreira, citando o atual gestor, Zé Carlos do Pátio (Solidariedade), em entrevista ao e ao Rdtv Cast.

Segundo Cláudio, essa redução orçamentária esbarra justamente em um dos problemas que precisam ser resolvidos no Município, que é a defasagem salarial. “Ao mesmo tempo em que temos um orçamento menor, temos os salários defasados. Para mim está claro que tem essa defasagem. Como vamos aumentar e melhorar essa situação se o orçamento vai ser menor? Vamos achar ter que achar um meio e esse é um desafio para a gente”, explicou.

Rodinei Crescêncio

Uma das alternativas estudadas é o enxugamento da máquina pública, com a redução de secretarias. Algumas delas já estão definidas, como o caso das secretarias de Cultura, Esporte e Educação, que serão uma só, e a de Finanças, de Planejamento e de Receita, que também farão parte da mesma Pasta.  

“Nós vamos diminuir secretarias e trabalhar para enxugar a máquina também. Estamos diminuindo secretarias para gastar menos. Eu não acredito que é preciso fracionar tanto uma gestão. Eu acredito que é necessário ter pessoas mais eficientes e que pensam de uma maneira sistêmica. Esse será também um desafio também, para trazer o servidor público para cooperar com uma gestão eficiente, já que eu não vejo hoje uma boa relação do servidor público com a administração”, avaliou.

Pastas que costumam ter os maiores gargalos, a Saúde e a Educação precisam de mais orçamento para operar de forma mais eficiente. Por isso, o prefeito eleito tem o desafio de melhorar o cenário municipal com menos recursos. “Uma das nossas medidas é ter um governo digital, um governo que seja mais eficiente, e que não deixe de ser humano”, afirma.

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Link da Matéria – via RD News

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