
Em meio à emergência na saúde pública, devido ao aumento dos casos e mortes por chikungunya e dengue, área públicas, com obras paralisadas, e praças sem limpeza também estão entre os principais focos do mosquito Aedes aegypti. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), informou que emitiu 377 relatórios fiscais, autos de infração, autos de notificação e termos de vistorias urbanísticas em terrenos baldios que concentram criadouros do mosquito. Enquanto o município realiza a operação Fiscaliza e Cuida, com multas aos proprietários de terrenos vazios sem a devida limpeza, e sem notificação prévia, as áreas públicas continuam sem limpeza.
A reportagem de A Gazeta percorreu várias regiões da capital e encontrou prédios públicos, obras abandonadas e praças com o acúmulo de resíduos, mato alto e água parada. Na rua A, no bairro Nova Conquista, por exemplo, está a obra abandonada da Unidade Básica de Saúde (UBS) Ouro Fino/Nova Conquista. No telhado da estrutura, se formou uma piscina esverdeada e a água parada. Além disso, a obra está encoberta pelo mato e tem diversos tipos de resíduos, como restos de eletrônicos e eletrodomésticos, comida, dejetos e até animais mortos.
A moradora Luzia Teodoro da Silva já pegou dengue e disse que se não for para terminar a obra, seria viável demolir a estrutura para evitar que os moradores adoecessem. Aqui está sujo por completo, é a maior tristeza e descaso.
Mesma situação se encontra a obra abandonada da UBS do bairro Planalto. Com muito mato e lixo, a população cobra providências e a continuidade da obra. Regina Auxiliadora, 55, relata que não é realizada manutenção há tempos e o matagal está atraindo animais peçonhentos e caramujos. Não tem como passar pela calçada devido aos riscos.
Explica ainda que o problema aumenta com a presença de vários usuários de entorpecentes que invadem o espaço e espalham lixo por toda a parte.
Além das obras abandonadas, os prédios públicos também não passam pela manutenção devida. Nos fundos da USF do bairro CPA 4, o mato está tão alto que ultrapassa o muro. Francisco Cupertino mora nos fundos da unidade, na rua SD. Ele conta que vê vários caramujos no muro da USF vindo do matagal. É nojento.
Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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