Após decisão de intervenção judicial, Aron Dresch se despede da FMF pela rede social

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Poucas horas depois da decisão da Justiça em nomear um interventor provisório para tocar a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), com o fim do mandato de Aron Dresch, o empresário publicou uma ‘carta aberta’ nas redes sociais se despedindo da associação. Veja a nota ao fim da matéria.

 

No comunicado escrito por Dresch, ele pontua que sua despedida é ‘temporária’, porque ainda deseja disputar a eleição na federação, e destaca algumas medidas conquistadas ao longo da gestão, que, segundo ele, foram construídas “juntos” com os clubes.

 

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Aron enfatizou que sua saída não se deu por “intervenção, revogação, ou qualquer invalidação” de sua gestão. Ele cita que a Justiça identificou uma lacuna no processo sucessório da Federação, já que não houve eleição.

 

O ex-presidente ainda ressaltou hierarquia sob decisão da Justiça, afirmando que “quando a Justiça determina, a gente cumpre.

 

Aron reforça que o foco do futebol deve ser “a bola rolando, os clubes crescendo” e que as eleições precisam acontecer para que o esporte não pare.

 

Eleição suspensa

 

A eleição para escolher o presidente da federação deveria ocorrer em 3 de maio, mas uma decisão da Justiça suspendeu o processo após denúncias de irregularidades. A suspensão atendeu ao pedido da Federação Para Todos, encabeçada por Dorileo Leal.

 

Segundo a contestação, a medida buscou garantir transparência e correção no processo eleitoral da FMF. Isso porque, na noite anterior à eleição, uma decisão judicial impediu a participação do clube Campo Novo do Parecis na votação. A agremiação havia declarado apoio à chapa da Dorileo.

Ao mesmo tempo, havia a suspeita de que o clube Juara, que não teria direito legal ao voto, fosse incluído na votação, favorecendo a chapa da situação, liderada pelo atual presidente da FMF e candidato a reeleição, Aron Dresch.

 

Confira o comunicado

 

“Me despeço — por ora — da Federação.

Mas faço questão de ser claro: não saio por intervenção, revogação, ou qualquer invalidação da minha gestão. Isso é bobagem. Nada disso se sustenta.

O que houve foi apenas o entendimento da Justiça de que há uma lacuna no processo sucessório, vez que não houve eleição. E, diante disso, foi nomeado um administrador provisório. Simples assim.

E quando a Justiça determina, a gente cumpre. Como sempre fizemos: dentro da lei.

Não há juízo algum contra os meus atos. A legitimidade da minha gestão segue intacta. Está tudo certo.

Vamos lembrar que o futebol se faz em campo, nos treinos, no dia a dia.

Que o foco precisa ser a bola rolando, os clubes crescendo.

Que as eleições precisam acontecer porque o futebol não pode parar.

E o que não pode parar também são as conquistas que construímos juntos:

_ Entramos no circuito nacional e internacional dos campeonatos mais importantes

_Recebemos a Copa América, Sul Americana, e tantas outras;

_ Alcançamos um recorde do número de jogos, só em 2024 foram 511, isso nunca tinha nem sido imaginado, inclusive parabéns para os clubes;

– Aumentamos o número de clubes filiados e participantes dos campeonatos, incluindo categorias de base e futebol feminino;

_Investimento nas categorias de base, fundamental pro crescimento disso tudo;

_ Valorizamos as competições regionais, com premiações, recordes, transmissões e maior visibilidade nacional para os nossos atletas.

O que tem que vencer é da vontade dos clubes.

E que continue sendo democrático, exatamente do jeito que trouxemos até aqui, porque qualquer coisa diferente disso é RETROCESSO.

Nós queremos progresso no futebol.

Eu espero que isso não seja uma despedida, mas sim um até breve.

Bem breve – se for da vontade daqueles que suam verdadeiramente pelo nosso futebol.

Até mais.

Aron Dresch”.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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