Antes de executar jovem, PM teria dito que estava com “vontade de matar”

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O delegado Lucas Pereira Santos concluiu o inquérito contra o diretor da Escola Militar Tiradentes, o policial militar Elias Ribeiro Silva , de 54 anos. O PM foi indiciado por homicídio duplamente qualificado contra o jovem Claudemir Sá, de 26 anos. O crime aconteceu na noite do dia 23 de março), em um bar no município de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá).

O crime foi flagrado por câmeras de segurança , que serviram como base da Polícia Civil para provar a autoria do crime. Já a motivação, foi colhida com base no depoimento de diversas testemunhas.

Reprodução de vídeo/montagem

Uma das testemunhas é funcionária do bar. Segundo consta no inquérito policial, a mulher disse que ouviu Elias falar, momentos antes do crime, e em tom normal, que estava com “vontade de matar”. “Já tem sessenta dias que eu matei alguém, tô com vontade de matar de novo”, teria dito.

Outra testemunha confirmou que ouviu a mesma coisa.

À polícia, o PM teria cismado que a vítima fazia parte do Comando Vermelho . As investigações descartaram essa tese. “A investigação concluiu que a alegação de que a vítima pertencia a uma organização criminosa é ‘completamente inverídica’”, consta.

“Em verdade, as evidências indicam que o real motivo do ataque foi o fato de o acusado não ter sido correspondido pelas mulheres. O suspeito passou o dia com elas, e pagou bebidas no bar, todavia, as mulheres deixaram o acusado sozinho e se sentaram à mesa com a vítima”, concluiu a polícia.

Além disso, Elias também alegou que agiu em legítima defesa, após Claudemir supostamente ter feito menção de sacar uma arma de fogo. O vídeo da câmera de segurança do local e as testemunhas também descartam essa tese.

“O vídeo do crime comprova ser totalmente infundada a alegação do acusado quanto a suposta legítima defesa. Diferente do alegado, a vítima não se levantou da mesa dando qualquer indicativo de que iria sacar uma arma, ao contrário, quando atingido, Claudemir estava sentado, mexendo em seu celular, sem chance de qualquer defesa”, consta no inquérito.

Elias foi preso em flagrante pelo crime. Foi apreendida com ele a arma de fogo e um carregador com 15 munições. Ele passou por audiência de custódia, onde sua prisão foi convertida para preventiva. Na semana passa, o PM foi transferido para o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá, onde segue detido.

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Link da Matéria – via RD News

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