Ano Novo. Você será como uma Lebre, Tartaruga ou o quê?

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

Mais uma vez, estamos abrindo o livro, praticamente zerado, para voltarmos a escrever, protagonizar ou simplesmente deixar-se ir.

O ponto é que, ao final do ano, o livro nunca termina em branco, em razão da dinâmica da vida – a natureza operando em si.

Quanto a mim, posso pegar o lápis e dividi-lo com o “destino” e, juntos, com a minha interferência, definir algumas realidades desejáveis ou deixar-me surpreender, ou não.

O ponto é que todo início de ano, independentemente de como você se comportou, você é convidado, mais uma vez, a dividir o lápis na escrita dos próximos presentes que virão. Quando manifesta seu desejo de futuro e pega o lápis, agindo sobre ele, você passa a compor a sua realidade.

Qual é a história que você quer contar sobre si mesmo ao final deste ano?

Sabe aquela trend que viralizou no Instagram? 

“Como vou ser triste se esse ano eu…” “ Quando estamos despertos, a força da nossa natureza (semente) nos leva a posições além do que achávamos capazes de alcançar”

No que depender de sua interferência, quais seriam os principais motivos para se sentir realizado e orgulhoso em mencionar no feed da sua rede social, se essa trend se repetir este ano?

Jim Collins, um dos maiores consultores de negócios do mundo, alerta em um de seus best-sellers:

“O bom é inimigo do ótimo.” 

Sua provocação está para aquelas empresas que, ao serem reconhecidas como boas diante de outras ineficientes, se acomodam e se contentam com o bom. Nisso, mesmo diante de toda a sua potência, simplesmente se distraem, se envaidecem ou entram em “modo avião”, aquela viagem em voo de cruzeiro.

A cada um de nós foi dado e herdado um potencial a ser desabrochado. O que será determinante nesse desabrochar é, em primeiro lugar, o autoconhecimento, no sentido de saber que aquela “semente” existe, reconhecer sua essência, seu potencial, e, como ponto de virada, ter a atitude de transpor essa semente e sua essência do interno para o externo, do coração para o mundo.

Nesta jornada, temos infinitos exemplos de pessoas em várias fases da consciência sobre a vida. Algumas em buscas conscientes; outras, inconscientes. Por exemplo: 

Sem ideia do porquê estão no mundo. Nem têm ciência disso; estão dormentes, como zumbis passando pelo tempo. Aqueles em fase de incômodo. Alguns, até em estado de angústia, pois já viram a semente dentro de si, mas ainda estão na fase reflexiva de questionamento interno: “Nasci na família errada, moro na cidade errada…” Essa pessoa está mais desperta, mas ainda acamada pelo estado profundo de zumbi – metaforicamente como quando despertamos de um sono profundo por uma interferência externa e perdemos a noção entre estar sonhando ou acordado. Ela carrega um sentimento de inadequação e, ao mesmo tempo, uma euforia: Eureka! “Vejo algo que não deveria ser assim e deveria ser diferente!” Mas ainda não encontrou forças para se levantar e agir, pois não sabe como fazê-lo.

Aqueles que ligaram os pontos. Já entenderam que têm a semente, que têm a potência e que vieram cumprir um papel no exército dos que edificam o mundo. Sabem que o desabrochar dessa semente dependerá de sua atitude frente ao destino – compondo e dividindo o lápis. 

Os que agem. Ao ligar os pontos, eles atuam sobre sua potência, plantam, regam, adubam, veem sua semente romper e sua essência se transpor. Com o tempo, enfrentando cada estação com força e intenção, cumprem sua missão, edificando algo único, próprio de sua assinatura no mundo.

Se eu puder, nestas frases, expandir sua consciência sobre o ato de se reconhecer em uma dessas fases, terei, mais uma vez, cumprindo minha missão. Pois, ao ser capaz de se reconhecer no íntimo do coração, acredito que isso o levará à ação do próximo passo, gerando transformações no mundo – o grande motivo pelo qual fomos criados e, como almas em um corpo, colocados aqui. 

Quando estamos despertos, a força da nossa natureza (semente) nos leva a posições além do que achávamos capazes de alcançar.

A diferença entre estar desperto ou dormente é claramente representada pela fábula infantil de Esopo que, com certeza, você já ouviu: A Lebre e a Tartaruga.

A tartaruga, em sua marcha constante, disciplinada e focada – consciente do “para onde ir e chegar” –, se destaca e supera a ágil e serelepe lebre, distraída, inconsciente de seu propósito e perdida nos devaneios de zumbi, compostos pelo ego, arrogância e estado infantil tardio. Mesmo com uma semente e essência favoráveis, a lebre fica para trás.

Se você chegou até aqui, quero encerrar provocando a seguinte reflexão:

Quem você tem sido nas quatro fases da consciência sobre a vida mencionadas acima?

Você se classifica como a Lebre, como a Tartaruga, ou como o quê? 

Cynthia Lemos é psicóloga e empreendedora; fundadora da Grandy Psicologia Empresarial e escreve neste espaço quinzenalmente às quintas-feiras

Link da Matéria – via RD News

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