
O presidente do PL estadual, Ananias Filhos, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista, nesta terça-feira (29). Para ele, as cautelares impostas são exageradas, pois o liberal não descumpriu nenhum de suas obrigações. O ex-presidente está sob monitoramento eletrônico e proibido de usar redes sociais por conta de acusação de conspiração contra o país ao incentivar tarifaço dos Estados Unidos em troca de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.
Sobre as altas tarifas, o presidente avalia que o governo atual “provocou”, mas também pondera que a penalização não é certa.
“Não tem justificativa. Quem de vocês aqui poderia apontar qual o procedimento solicitado ao Jair Messias Bolsonaro, líder do Partido Liberal, que ele se recusou? Ele nunca se recusou a entregar os documentos pedidos. Ele nunca recusou a entregar celulares, ele nunca recusou nenhum procedimento”, argumentou o político.
Leia também – Presidente do PL diz que operação não tem relação política
Para ele, as ações são um excesso de judicialização do Supremo Tribunal Federal (STF), que não tem amparo legal.
Sobre as ameaça de taxação em 50% aos produtos brasileiros feita pelo presidente norte-americano Donald Trump, a partir de 1º de agosto, o presidente disse que não é capaz de opinar, pois não tem conhecimento para tratar de tais assuntos. Entretanto, avalia que o governo federal “provocou”.
“Não vou falar de comércio exterior. Eu não dou conta. Eu sei que é uma um tema recorrente, mas eu acho que o próprio governo central que está instalado aí, provocou muito e quem tem uma caneta maior, ele impôs. É correto? Não acho que seja”, finalizou.
Tratativas com Trump
Há semanas os governos do Brasil e EUA estão em tratativas para mudar o cenário de tarifaço, mas sem avanço. Uma comitiva de senadores foi ao país norte-americano tentar amenizar a situação, porém não demonstraram resultados em prol da economia brasileira.
Por outro lado, o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, está em contato com autoridades americanas e incentiva a sansão ao país, conduta amplamente criticada até pelos aliados.

Faça um comentário