Aluguel caro afasta artesãos do Mercado Municipal e Cuiabá quer valor social

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a prefeitura abriu negociação com a CS Mobi, empresa responsável pela concessão do estacionamento rotativo, para que a revitalização do Centro Histórico inclua novas contrapartidas no contrato. Ele pede a reforma de casarões antigos e a criação de um modelo de aluguel social para artesãos que atuavam no Mercado Municipal voltem ao espaço após a revitalização.

 

As tratativas ocorrem em meio à reavaliação do contrato firmado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que, segundo Abilio, deixou lacunas principalmente na garantia de permanência de trabalhadores tradicionais no espaço revitalizado.

 

Um dos pontos em discussão é a mudança no objeto contratual para permitir que a concessionária passe a investir diretamente na recuperação de imóveis históricos da região central. A proposta, conforme o prefeito, é que a empresa assuma parte das obras como forma de compensação ao município.

 

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“Eles ficaram de fazer uma análise e apresentar uma proposta. A gente pediu que avaliem a possibilidade de assumir a reforma de alguns casarões, já que o projeto deles envolve a revitalização daquela região”, afirmou.

 

Além da preservação do patrimônio, a prefeitura tenta corrigir distorções identificadas após a reestruturação do Mercado Municipal Miguel Sutil, que a CS é responsável. De acordo com Abilio, o modelo atual, baseado exclusivamente em locação, tem impedido o retorno de artesãos e pequenos comerciantes que historicamente ocupavam o espaço.

 

“Hoje tudo é alugado, não tem nada cedido. Quem trabalhava com artesanato não consegue pagar o valor cobrado”, pontuou.

 

Diante desse cenário, a gestão municipal passou a defender a criação de um aluguel social voltado a esses trabalhadores, como forma de garantir que não sejam excluídos do novo modelo econômico implantado no local. A proposta já foi apresentada à concessionária, que, segundo o prefeito, sinalizou positivamente para a construção de uma solução.

 

A ideia é reservar um espaço específico para o artesanato e outras atividades tradicionais que ajudaram a consolidar a identidade do mercado ao longo dos anos. Entre elas, Abilio citou a venda de ração a granel, além de produtos típicos como açaí e guaraná ralado.

 

“São pessoas que ajudaram a manter viva aquela história. A gente vai buscar mecanismos para que elas permaneçam ali”, disse.

 

O prefeito não anunciou o parecer da empresa, nem expectativa quanto a solução dos problemas.

 

Desde o início de sua gestão, Abilio questiona legalidade e vantagens do contrato, chegando ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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