Aliado ameniza, mas deputados avaliam declaração de Mauro como racista e prepotente

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A declaração do governador Mauro Mendes (União) de que a eleição de “nego vagabundo” quebraria o Estado em dois anos repercutiu mal no meio político e entre os mato-grossenses. A fala se deu em contexto de avaliação sobre o próximo governador para o Estado e o risco de nova crise caso os eleitores façam má escolha. Aliados tentaram amenizar a situação, já opositores classificaram a escolha das palavras de Mendes como racista, preconceituosa e prepotente.

A manifestação ocorreu durante entrevista recente à rádio Band Juína, quando Mendes comentava a sucessão estadual e as prioridades de infraestrutura para os próximos anos. Impedido pela legislação eleitoral de disputar a reeleição e de olho em uma vaga no Senado, o governador tem declarado apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como seu sucessor.

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“Se tiver gente séria no governo nos próximos anos, vai continuar fazendo muita coisa. Se colocar um ‘nego vagabundo’ lá, inexperiente, pode ter certeza de que em dois anos quebra o Estado de novo”, afirmou Mauro Mendes.

A fala foi criticada por adversários nesta quarta-feira (25). Para Lúdio Cabral (PT), a fala do governador demonstra prepotência e exalta o racismo estrutural.

“Muito ruim um governador do Estado se manifestar dessa forma. Não demonstra humildade, respeito aos adversários. Tem conteúdo de preconceito, com racismo e prepotência. É ruim, mas ele vai ser julgado pela população”, afirmou Lúdio.

Integrante do grupo governista, o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), saiu em defesa da gestão e reforçou o apoio a Otaviano Pivetta, mas ignorou a expressão usada por Mauro.

“Destruir é mais fácil do que construir. Assim como finanças pessoais, cuidado de casa, o cuidado financeiro do Estado demanda zelo. O Otaviano Pivetta tem capacidade, preparo e é o único que consegue garantir melhorar o Estado. Wellington ou outra candidata não garantem isso”, desconversou. 

Wilson Santos (PSD), autor da primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dentro do governo Mauro, preferiu não polemizar “jogando para a plateia” a avaliação do discurso. “Sem comentários, deixa o povo analisar. O povo saberá dar a resposta”, disse.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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