
Patrícia Sanches/Rdnews
Eduardo Botelho, presidente da Assembleia, apresenta balanço sobre os seus 8 anos à frente do Parlamento em entrevista à imprensa
O deputado estadual Eduardo Botelho, que deixa o comando da Assembleia após oito anos, reconhece que se arrepende de não ter participado da composição da nova Mesa Diretora que assume nesta segunda-feira (3), para o biênio 2025-2026, sob liderança do deputado Max Russi (PSB).
Em conversa com a imprensa, em coletiva nesta sexta (31), último dia de seu mandato, Botelho disse que estava confiante que sairia vitorioso da disputa pela Prefeitura de Cuiabá e que, por isso, não teria motivos para pleitear nenhum cargo na Mesa. O parlamentar, entretanto, sofreu um duro baque nas urnas e não chegou a ir para segundo turno, disputado por Lúdio Cabral (PT) e Abilio Brunini (PL), que se sagrou vitorioso. Neste cenário, Botelho reconhece que houve um erro de cálculo de rota.
“Se eu falar que não me arrependo, estou mentindo. Me arrependo sim, mas diria o seguinte, naquele momento, não tinha nenhuma necessidade de participar. Tudo indicava que eu ganharia a eleição, nós acreditávamos, então, não teria sentido eu participar de uma eleição [aqui], se eu já estava praticamente com o pé no cargo [de prefeito]”, ressalta Botelho.
O parlamentar ressalta, entretanto, que tudo faz parte de um risco que às pessoas, que querem alcançar postos mais altos, estão suscetíveis, embora também já tenha notado a diferença de tratamento que vem recebendo dentro e fora do Parlamento, por não ter mais o poder da caneta nas mãos : “Mas é o risco, se alguém quer galgar um posto mais alto, [tem que correr riscos]. Eu arrisquei e perdi, faz parte”, constata – assista
Ele conta ainda que foi alertado pelo deputado Max, novo presidente, para que ficasse com a vaga do União Brasil na Mesa, contudo, rejeitou, por ter se visto, em parte, eleito prefeito, antes mesmo das eleições municipais, diante do cenário que as pesquisas eleitorais desenharam.
“O deputado Max me alertou diversas vezes sobre isso, me chamou e falou: ‘fica você na Mesa Diretora. Se ganhar, outro assume. Mas candidata você’. Mas eu não quis, não achei justo participar para depois sair, não é legal. Agora você pergunta, se arrepende? Sim, me arrependo até de participar da eleição. Se eu soubesse que ia perder, nem candidatava, mas isso não existe no mundo real. Existe que se você acredita numa coisa, tem obstinação, corre atrás disso”, ressalta.
Agora, o Botelho tenta se articular nos bastidores da Assembleia para conseguir ficar com a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), para assegurar o poder de influência. A comissão é a mais importante e cobiçada do Legislativo. “Vou ter que ver quem são os membros e conversar com eles, ver com eles, para eu ficar à frente dessa presidência. É algo que vou construir ainda, não tem nada definido, nada garantido”, concluiu. Patrícia Sanches/Rdnews
Deputados Beto Dois a Um, Eduardo Botelho e Fábio Tardin; e secretária de Comunicação da Assembleia Rose Felfili durante coletiva à imprensa
Composição da Mesa
Para o próximo biênio, a composição da Mesa, que comandará um duodécimo de R$ 881 milhões em 2025, ficou da seguinte forma: Max Russi (PSB) – presidente, tendo como 1º vice-presidente, o deputado Júlio Campos (União Brasil); 2º vice-presidente, Gilberto Cattani (PL); e 3º vice-presidente, Wilson Santos (PSD).
A chave do cofre, ficará à cargo do deputado Dr. João (MDB), como 1º secretário, seguido pelo 2º secretário, Paulo Araújo (PP), 3º secretário, Diego Guimarães (Republicanos), 4º secretário, Elizeu Nascimento (PL), 5º secretário, Fábio Tardin (PSB), e 6º secretário, Juca do Guaraná (MDB). Posse da nova diretoria acontece nesta segunda (3).
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