AGU emite parecer pela anulação da eleição da Mesa Diretora da ALMT

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A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer  favorável a anulação da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que foi antecipada para  agosto deste ano. O parecer, assinado pelo advogado-geral da União Jorge Messias, foi protocolado nessa terça-feira (26),  no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que tramita no  Supremo Tribunal Federal (STF), proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Valter CampanatoAgência Brasil

 Na ocasião, o deputado estadual  Max Russi (PSB) foi eleito  presidente, Dr. João (MDB)   primeiro-secretário, e Júlio Campos (União) primeiro-vice-presidente. A chapa assume no comando da ALMT no biênio 2025-2026.

A ADI foi proposta pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, que apontou  inconstitucionalidade do artigo 15 do Regimento Interno da ALMT. O dispositivo  prevê a realização da eleição na última sessão ordinária do mês de setembro do segundo ano legislativo.

No parecer, Jorge Messias  citou uma ADI contra a legislação do estado de Tocantins, em que o STF declarou a inconstitucionalidade da antecipação da eleição da Mesa Diretora. A decisão  determinou que  eleição   só deve ocorrer a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato  para garantir a contemporaneidade.

“A concentração das eleições para os dois biênios da Legislatura favorece a perpetuação do grupo político que detém a maioria no momento do pleito inicial, em detrimento da renovação política que deve ocorrer após cada biênio, o que levou à declaração de inconstitucionalidade da previsão tocantinense”, pontuou Jorge Messias.

No entanto, o advogado-geral da União  manifestou-se pelo  o arquivamento da ADI.  Neste sentido, argumentou que  a PGR contesta um artigo já modificado  pela própria ALMT, que  aprovou uma emenda constitucional antecipando a eleição da Mesa Diretora para agosto.

 Julgamento

O STF já  decidiu analisar, em caráter definitivo, a ADI sobre a eleição da Mesa Diretora da ALMT.  A decisão é do ministro Dias Toffoli,  relator da ação proposta pela PGR.

O ministro Dias Toffoli  considerou o caso  relevante para o regime jurídico constitucional e  aplicou o chamado  rito abreviado para   decisão final.  Com isso,   será feito o julgamento  direto do mérito  pelo Plenário, sem análise prévia do pedido de liminar.

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Link da Matéria – via RD News

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